mai 14 2012

Qual tradução da Bíblia devo usar?


nov 19 2011

O diabo envia seus erros de dois em dois

Ao discorrer sobre a atitude individualista (não se incomodar com os problemas de alguém porque eles “não lhe dizem respeito”) e o comportamento totalitário (quando se quer suprimir as diferenças e fazer todas as pessoas iguais), C. S. Lewis escreve o seguinte:

“Sinto o forte desejo de lhe dizer – e acho que você sente a mesma coisa – qual dos dois erros é pior. Essa é a estratégia do diabo para nos pegar. Ele sempre envia ao mundo erros aos pares – pares de opostos. E sempre nos estimula a desperdiçar um tempo precioso na tentativa de adivinhar qual deles é o pior. Sabe por quê? Ele usa o fato de você abominar um deles para levá-lo aos poucos a cair no extremo oposto. Mas não nos deixemos enganar. Temos de manter os olhos fixos em nosso objetivo, que está bem à nossa frente, e passar reto no meio de ambos os erros. Nem um nem outro dos interessam” (1).

Embora Lewis esteja abordando dois erros específicos, seu alerta é importante e aplicá-se à muitas áreas. O diabo envia seus erros aos pares. Ele fomenta tanto o legalismo quanto a libertinagem. Tanto a religiosidade hipócrita quanto a incredulidade. Tanto a imaturidade e carnalidade no exercício dos dons espirituais, como também o ceticismo em relação a eles. Tanto a postura de dominação na igreja, como também a postura independente, regida pela ideia do “ninguém se intromete na minha vida”.

Estejamos alertas para que, ao nos afastar de um erro, não venhamos a cair em outro. Lembremos do alerta de Pedro: “Sejam sóbrios e vigiem. O diabo, o inimigo de vocês, anda ao redor como leão, rugindo e procurando a quem possa devorar” (I Pe. 5:8).

Em Cristo,

Anderson Paz

(1) - Cristianismo Puro e Simples, p. 246 - Ed. Martins Fontes
Deixe seu comentário aqui
Post relacionado:
- Do jeito que o diabo gosta

nov 10 2011

Uma conversa entre Richard Dawkins e C. S. Lewis acerca de Jesus

Richard Dawkins (talvez o mais destacado militante do ateísmo na atualidade), apesar de considerar a fé em Deus um absurdo, não nega a existência de Jesus como personagem histórico, e recentemente fez a seguinte declaração: “Jesus foi um grande mestre moral. [...] Uma pessoa tão inteligente como Jesus teria sido ateu se soubesse o que sabemos hoje”.

Certamente, quem faz tal afirmação acerca de Jesus, ou desconhece suas declarações acerca de si mesmo, ou intencionalmente as descarta para fazer um discurso mais aceitável aos ouvintes.

Ao ler a declaração de Dawkins, lembrei de uma conhecida observação feita por C. S. Lewis, em seu livro Cristianismo Puro e Simples. Acredito que seja oportuno reproduzi-la aqui, pois consiste numa boa resposta à Dawkins. Poderíamos imaginar essa conversa.

“Estou tentando impedir que alguém repita a rematada tolice dita por muitos a seu respeito: “Estou disposto a aceitar Jesus como um grande mestre da moral, mas não aceito a sua afirmação de ser Deus”. Essa é a unica coisa que não devemos dizer. Um homem que fosse somente um homem e dissesse as coisas que Jesus disse não seria um grande mestre da moral. Seria um lunático – no mesmo grau de alguém que pretendesse ser um ovo cozido – ou então o diabo em pessoa. Faça a sua escolha. Ou esse homem era, e é, o Filho de Deus, ou não passa de um louco ou coisa pior. Você pode querer calá-lo por ser louco, pode cuspir nele e matá-lo como a um demônio; ou prosternar-se a seus pés e chamá-lo de Senhor e Deus. Mas que ninguém venha, com paternal condescendência, dizer que ele não passava de um grande mestre humano. Ele não nos deixou essa opção, e não quis deixá-la”.

Deixe seu comentário aqui
Posts relacionados:
- Existência histórica de Jesus Cristo é inquestionável, afirmam especialistas
- Jesus é um egocêntrico?

abr 11 2011

Enquanto isso, no planeta dos macacos…

No último mês de fevereiro, enquanto aguardava no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro meu vôo para Santiago do Chile, conversava sobre aviões com um dos meus irmãos. Em meio a essa conversa, lhe disse como é impressionante o fato de que nós, seres humanos, somos capazes de cruzar o continente através de aviões, enquanto que a espécie animal que estaria mais próxima de nós em grau evolutivo ainda está pulando de galho em galho. Às vezes me parece que perdemos a capacidade de admirar os feitos da raça humana, e perceber o imenso abismo que nos distingue das outras espécies.

Nós inventamos a roda. Começamos a utilizar animais como meio de locomoção. Inventamos a carroça, o automóvel, o trem-bala. Aprendemos a cruzar os mares e oceanos. Criamos o barco, o navio, o submarino. Aprendemos a cruzar o céu. Inventamos o helicóptero, o avião, o jato. Chegamos ao ponto de sair do planeta por meio de foguetes e ônibus espaciais. Enquanto isso, os macacos…

Chegando ao Chile, logo fiz uma ligação para minha família no Rio de Janeiro. Fico admirado com nossa capacidade de comunicação à distância. Criamos alfabetos, começamos a escrever cartas. Inventamos o telégrafo, o telefone, o aparelho celular, o rádio, a televisão, a internet. Enquanto isso, os macacos…

Ainda nas cavernas, começamos a fazer pinturas. Daí em diante,  nossas habilidades nessa área se desenvolveram. Hoje algumas de nossas pinturas se encontram em museus e exposições de artes. Começamos a fazer esculturas, poesia, música, literatura, teatro, cinema. Enquanto isso, os macacos…

Nos dedicamos ao conhecimento. Estudamos o homem (antropologia), o corpo humano (biologia, medicina), a mente humana (psicologia), a sociedade humana (sociologia), o pensamento humano (filosofia). Estudamos os animais (zoologia) e as plantas (botânica). Desenvolvemos ciências como a física, a química, a matemática, a astronomia. Enquanto isso, os macacos…

Por mais que haja semelhança entre o homem e o macaco, a tal ponto que o darwinismo supõe que ambas as espécies descendem de um antepassado em comum, o que me surpreende e me deixa fascinado é o fato que, apesar de tais semelhanças, há uma diferença abismal entre essas espécies. E para mim, o teoria da evolução ainda se mostra insuficente para explicar tão extraordinária diferença.

Diante do que os meus olhos observam, ainda faz todo sentido para mim uma antiga declaração, feita por Aquele que existe desde sempre: “Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança” (Gn. 1:26).

Em Cristo,

Anderson Paz

Deixe seu comentário aqui

Posts relacionados:
Sobre homens e animais
A Evidência das cavernas
- O Naturalista e o Missionário: Charles Darwin e Robert Kalley
- Charles Darwin se converteu?



fev 18 2011

O que é um cristão?

Já faz algum tempo que o Pensando a vida está sem atualizações, em função das viagens que estou fazendo. Estive por alguns dias em Santiago do Chile, reencontrando irmãos e amigos que já não via há seis anos. Foi muito bom está alí, compartilhando com esses amados. No momento estou no Rio de Janeiro, e amanhã já estou de volta à Curitiba, se Deus quiser. Creio que a partir de então as atividades no blog devem voltar ao normal.

Hoje eu quero compartilhar com vocês hoje um vídeo, um trecho de uma conversa que tivemos com a igreja em Curitiba, cujo o tema é “O que é um Cristão?”. O vídeo foi produzido pelo blog parceiro Conexão Eclésia. Recomento que você siga o @ConexaoEclesia no Twitter e se inscreva no canal no Youtube para receber as atualizações de vídeos.


Get Adobe Flash playerPlugin by wpburn.com wordpress themes