nov 19 2011

O diabo envia seus erros de dois em dois

Ao discorrer sobre a atitude individualista (não se incomodar com os problemas de alguém porque eles “não lhe dizem respeito”) e o comportamento totalitário (quando se quer suprimir as diferenças e fazer todas as pessoas iguais), C. S. Lewis escreve o seguinte:

“Sinto o forte desejo de lhe dizer – e acho que você sente a mesma coisa – qual dos dois erros é pior. Essa é a estratégia do diabo para nos pegar. Ele sempre envia ao mundo erros aos pares – pares de opostos. E sempre nos estimula a desperdiçar um tempo precioso na tentativa de adivinhar qual deles é o pior. Sabe por quê? Ele usa o fato de você abominar um deles para levá-lo aos poucos a cair no extremo oposto. Mas não nos deixemos enganar. Temos de manter os olhos fixos em nosso objetivo, que está bem à nossa frente, e passar reto no meio de ambos os erros. Nem um nem outro dos interessam” (1).

Embora Lewis esteja abordando dois erros específicos, seu alerta é importante e aplicá-se à muitas áreas. O diabo envia seus erros aos pares. Ele fomenta tanto o legalismo quanto a libertinagem. Tanto a religiosidade hipócrita quanto a incredulidade. Tanto a imaturidade e carnalidade no exercício dos dons espirituais, como também o ceticismo em relação a eles. Tanto a postura de dominação na igreja, como também a postura independente, regida pela ideia do “ninguém se intromete na minha vida”.

Estejamos alertas para que, ao nos afastar de um erro, não venhamos a cair em outro. Lembremos do alerta de Pedro: “Sejam sóbrios e vigiem. O diabo, o inimigo de vocês, anda ao redor como leão, rugindo e procurando a quem possa devorar” (I Pe. 5:8).

Em Cristo,

Anderson Paz

(1) - Cristianismo Puro e Simples, p. 246 - Ed. Martins Fontes
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out 19 2009

Da pena de um ateu convertido – C. S. Lewis

Autor: C. S. Lewis
Fonte: Revista Ultimato, Edição 255 – Novembro-Dezembro 1998

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Demônios
Há dois erros idênticos e opostos nos quais nossa espécie pode cair acerca dos demônios. Um é não acreditar em sua existência. O outro é acreditar e nutrir um interesse excessivo e doentio neles. Os próprios diabos ficam igualmente satisfeitos com ambos os erros e saúdam o materialista ou o mágico com o mesmo deleite.

Deus no centro
Só existe um único ser bom, e esse é Deus. Tudo o mais é bom quando olha para Ele e mau quando se afasta dele.

O amor de Deus
Quando é preciso suportar a dor, um pouco de coragem ajuda mais do que muito conhecimento, um pouco de simpatia humana tem mais valor do que muita coragem, e a menor expressão do amor de Deus supera tudo.

Humildade
A humildade perfeita dispensa a modéstia.

No fio da navalha
Num certo sentido, tão obscuro para o intelecto quanto insuportável para os sentimentos, podemos ser banidos da presença daquele que é onipresente e apagados da memória daquele que é onisciente. Podemos ficar totalmente, absolutamente de fora — repelidos, exilados, separados e eterna e indizivelmente ignorados. Por outro lado, podemos ser convidados, acolhidos, recebidos, reconhecidos. Andamos todos os dias no fio da navalha, entre essas duas incríveis possibilidades.

Amor verdadeiro
Nossa caridade deve ser um amor autêntico e precioso que se ressinta fortemente do pecado, mas ame o pecador — não mera tolerância ou indulgência que parodie o amor, como a leviandade parodia a alegria.

Tudo é transitório
Qualquer moralista nos dirá que o trinunfo pessoal de um atleta ou de uma dançarina é certamente provisório, mas o principal é lembrar que um império ou uma civilização são também transitórios.


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