O Príncipe da Paz traz a espada? (4)
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Este é o quarto e último post da série. Ao longo desse tempo nós constatamos que a aparente contradição entre a fala de Jesus em João 14:27 (Deixo-lhes a paz; a minha paz lhes dou) e em Lucas 14:51 (Vocês pensam que vim trazer paz à terra? Não, eu lhes digo. Pelo contrário, vim trazer divisão!), resolve-se da seguinte forma: Jesus veio para nos assegurar a paz com Deus, uma vez que éramos por natureza Seus inimigos, e a condição de paz é nossa rendição plena e incondional ao Reino de Deus. Contudo, a condição da paz com Deus pode se tornar motivo de perseguição por parte dos homens. Afinal, Jesus disse: “Quem ama o pai ou a mãe mais do que a mim não é digno de mim; e quem ama o filho ou a filha mais do que a mim não é digno de mim” (Mt. 10:37).
A paz com os homens, embora nem sempre seja possível, sempre deve ser buscada, como Paulo diz em Rm. 12:18 – “se possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens”. Mas, até que ponto isso depende de nós? Nessa busca pela paz, o que está ao nosso alcance? Acredito que a resposta seja simples, pois o próprio contexto de Rm 12:17-21 explica:
Não retribuam a ninguém mal por mal. Procurem fazer o que é correto aos olhos de todos. Façam todo o possível para viver em paz com todos. Amados, nunca procurem vingar-se, mas deixem com Deus a ira, pois está escrito: “Minha é a vingança; eu retribuirei”, diz o Senhor. Pelo contrário: “Se o seu inimigo tiver fome, dê-lhe de comer; se tiver sede, dê-lhe de beber. Fazendo isso, você amontoará brasas vivas sobre a cabeça dele”. Não se deixem vencer pelo mal, mas vençam o mal com o bem.
Para viver em paz com todos os homens, o que está ao nosso alcance é não tomar vingança, é vencer o mal com bem. Como disse o próprio Senhor: “Amem os seus inimigos e orem por aqueles que os perseguem” (Mt. 5:44). Depende de nós o agir como Jesus, que “quando insultado, não revidava; quando sofria, não fazia ameaças, mas entregava-se àquele que julga com justiça” (I Pe. 2:23).
Só quando chegamos nesse ponto, podemos dizer que fizemos de tudo para ter paz com os homens. Enquanto não chegarmos aí, ainda não podemos dizer que esgotamos as possibilidades. Infelizmente, muitas de nossas guerras e conflitos, não são resultados de nossa obediência à Jesus, mas de nossa recusa em obedecê-lo e seguir seu modelo.
Que andemos sempre nos passos de Jesus, pois afinal, “aquele que afirma que permanece nele, deve andar como ele andou” (I Jo. 2:6).
Em Cristo,
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