abr 28 2011

Série “Reino de Deus”

No dia 09/12/2010 foi postado o primeiro texto da série Reino de Deus. Inicialmente seriam apenas 4 posts, mas ao longo do tempo foram escritos 11 posts, e um post publicado anteriormente aqui no blog foi adicionado à série como uma introdução. Devido ao fato de que os textos foram escritos no decorrer de um longo espaço de tempo, considerei útil publicar aqui um índice com os links para cada post. Visite, leia e comente cada post.

1 – Reino de Deus… Reino dos céus… Onde está isso?

2 – Deus… um absolutista

3 – Quando Deus é o juíz (1)

4 – Quando Deus é o juíz (2)

5 – Quando Deus é o juíz (3)

6 – Quando Deus é o juíz (4)

7 – Quando Deus é o legislador (1)

8 – Quando Deus é o legislador (2)

9 – Quando Deus é o Rei (1)

10 – Quando Deus é o Rei (2)

11 – Quando Deus é o Rei (3)

12 – Quando Deus é Rei (4)


abr 27 2011

Quando Deus é o Rei (4)

12º post da série Reino de Deus

Chegamos ao fim desta série sobre o Reino de Deus, e nos últimos posts temos abordado certas características presentes na vida dos que reconhecem em Deus o seu Rei. Vimos que ter Deus como Rei implica em viver de tal forma que o Senhor faça as nossas guerras, ou seja, devemos lutar usando os meios e instrumentos que nos são apresentados pelo Senhor, e nos mover debaixo de sua voz de comando. Nos dois últimos posts falamos sobre nossa luta contra o mundo e o diabo e contra o mundo. Agora nos falta falar sobre nossa luta contra  a carne.

A carne não pode ser de forma alguma ignorada. Nossa batalha contra ela deve ser levada a sério, pois a inclinação da carne é morte e inimizade contra Deus, e os que estão nela não podem agradá-lo (Rm. 8:5-8). A carne milita contra o Espírito e o Espírito contra a carne (Gl. 5:17). Nessa batalha só temos uma opção: “Porque, se viverdes segundo a carne, morrereis; mas, se pelo Espírito mortificardes as obras do corpo, vivereis” (Rm. 8:13).

E como vencer a carne? Ora, Paulo nos responde a essa pergunta ao dizer: “Andai em Espírito, e não cumprireis a concupiscência da carne” (Gl. 5:16). Mas, o que é andar em Espírito? Ora, não precisamos nos aprofundar em dizer isso inclui uma vida de oração, tendo em vista que o próprio Senhor Jesus nos ensinou que devemos orar pedindo ao Pai que não nos deixe cair em tentação, mas livre-nos do mal.

O que quero destacar aqui neste texto é uma característica do andar em Espírito que nem sempre é lembrada. Paulo afirma que os que estão na carne não podem agradar a Deus (Rm. 8:8), e a carta aos Hebreus nos diz que sem fé não se pode agradar a Deus (Hb. 11:6). Partindo dessas duas declarações, podemos dizer que andar na carne é não andar por fé, e logo, andar por fé é andar em Espírito.

Estamos numa batalha pela fé. No fim de sua vida, Paulo dizia que havia guardado a fé. Ela precisa ser guardada e cultivada. E como se alimentar a fé? Já dissemos em post anterior, que a fé nasce e se alimenta quando ouvimos a pregação, a proclamação da verdade (Rm. 10:17). Precisamos escolher a cada dia nos alimentarmos da Verdade, para que tenhamos fé suficiente para obedecer os mandamentos do Senhor. É por fé que obedecemos.

Paulo, antes de falar sobre a luta da carne contra a carne, se dedica a dizer aos seus leitores que a obra de Cristo na cruz nos fez livres do domínio do pecado (Rm. 6). Paulo prega que fomos unidos a Cristo pelo batismo, de tal forma que com Ele foi sepultado o nosso velho homem, aquela condição de escravo do pecado, e ressuscitamos para viver uma nova vida com Cristo. De sorte que não devemos nos apresentar mais ao pecado para o servir, mas sim a Deus. Paulo se ocupou em anunciar a obra na cruz, para depois falar de nossa luta contra a carne.

Precisamos alimentar a nossa fé, precisamos ouvir a verdade acerca de Jesus, sua vida e sua obra, lembrar que Ele não apenas nos livrou da condenação do pecado, mas também do domínio do pecado, e hoje temos tudo que nos é necessário para vivermos em santidade. Conscientes de que já ressuscitamos com Ele, façamos morrer tudo o que pertence a nossa natureza terrena (Cl. 3:1-4)

Em Cristo,

Anderson Paz


abr 18 2011

Quando Deus é o Rei (3)

11º post da série Reino de Deus

“A sabedoria recomenda que não gastemos o nosso tempo preocupando-nos com Satanás, como se não houvesse limite para o que ele pode fazer, mas que simplesmente vigiemos e notemos os sinais da sua existência, isto é, as acções, paixões e circunstâncias que fazem guerra contra a causa e a honra do Criador” - J .I. Packer (via blog Canto do Jo)

Prosseguindo com o tema abordado nesta série de posts, vemos que quando Deus é o nosso Rei, temos uma vida em que nossas batalhas são conduzidas por Ele. Lutamos fazendo uso da estratégia e dos meios de Deus. No post anterior falamos da nossa luta contra o mundo, e neste abordaremos nossa luta contra o diabo.

Por mais importância que alguns grupos religiosos dêem ao diabo e a sua atuação, o Novo Testamento não dá tanta ênfase quanto se imagina ao tema. Aliás, grande parte das referências ao diabo apontam para o nosso triunfo já assegurado sobre ele. Jesus nos diz que recebemos poder para pisar sobre serpentes, escorpiões e sobre todo poder do maligno (Lc. 10:19), e o Senhor também nos disse que em Seu Nome expeliríamos demônios (Mc. 16:17). Paulo declara que Jesus triunfou sobre os demônios na cruz (Cl. 2:15) e que em breve o Deus de paz esmagará a Satanás debaixo dos nossos pés (Rm. 16:20). Por fim, João nos ensina que aquele que nasceu de Deus não é tocado pelo maligno (I J0. 5:18). Diante dessas tão claras e enfáticas afirmações, não há porque temer o diabo.

Contudo, apesar da Bíblia nos assegurar a vitória contra o diabo, também nos diz que a batalha contra ele ainda não está terminada. Paulo nos diz que nossa luta presente não é contra carne ou sangue, mas contra as forças espirituais do mal (Ef. 6:12), afirma que não ignorava os ardis de Satanás (II Co. 2:11) e também nos adverte a não darmos lugar ao diabo (Ef. 4:27). Já Pedro nos adverte dizendo: “Sejam sóbrios e vigiem. O diabo, o inimigo de vocês, anda ao redor como leão, rugindo e procurando a quem possa devorar” (I Pe. 5:8).

Ora, como lutar contra o inimigo que já foi vencido na cruz, e que sabemos que será esmagado em breve? Antes de tudo, precisamos entender que o fim que o diabo persegue não é necessariamente nos fazer seus adoradores, nos induzir a cultos satânicos etc.. Não, esse não é o seu objetivo, embora goste de ser adorado, tendo em vista que tentou a Jesus dizendo: “tudo isto te darei se, prostrado, me adorares” (Mt. 4:9). Contudo, o fim que o diabo persegue é tão somente nos afastar da vontade de Deus, tal como tentou afastar Jesus da cruz (Mt. 16:21-23). Basta não fazermos a vontade de Deus para já estarmos fazendo a vontade do diabo, para estarmos do jeito que o diabo gosta, ainda que isso não implique em uma conduta imoral ou reprovável aos olhos dos homens.

Por isso, acredito que Tiago que resume bem em que consiste nossa guerra contra o diabo. Nossas batalhas não envolvem rituais místicos. Essa guerra se resume nas seguintes palavras: “Submetam-se a Deus. Resistam ao diabo, e ele fugirá de vocês” (Tg. 4:7).

Que a cada dia estejamos submetendo nossas vidas a Deus, cumprindo sua vontade.

Em Cristo,

Anderson Paz


abr 14 2011

Quando Deus é o Rei (2)

10º post da série Reino de Deus

Como já foi dito no post anterior, ter Deus como Rei implica num posicionamento em que deixamos o Senhor fazer nossas guerras. E sabemos que com esse posicionamento experimentamos paz (Is. 26:12). Contudo, quando dizemos que o Senhor faz as nossas guerras, não estamos afirmando que a nós não nos cabe nenhuma ação. Ao observarmos as batalhas de Israel, vemos que houve momentos em que eles não fizeram nada, e viram a salvação do Senhor, enquanto em outros momentos, sob a direção de Deus, partiram para o enfrentamento, e também viram a salvação. Contudo, para cada batalha havia orientações precisas. Ter Deus como Rei é viver de tal forma que o Senhor vá adiante de nós em nossas guerras, e nos conduza nas batalhas.

Sabemos que o mundo é um de nossos inimigos. Não me refiro ao mundo enquanto realidade física, pois “do Senhor é a terra e a sua plenitude, o mundo e os que nele habitam” (Sl. 24:1). Também não estou falando do mundo enquanto humanidade, pois sabemos que essa é alvo do amor de Deus “porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu Seu Filho unigênito” (Jo. 3:16).  O mundo ao qual me refiro, não é aquele que é objeto do amor de Deus, mas é aquele que que jaz no maligno (I Jo. 5:19), que tem Satanás como seu príncipe (Jo. 14:30), e que foi vencido por Jesus (Jo. 16:33). Nesse sentido, mundo é um sistema de princípios, idéias e valores que regem a conduta das pessoas, ou, nas palavras de Pedro , “a maneira vazia de viver que lhes foi transmitida por seus antepassados” (I Pedro 1:18). Mundo implica num estilo de vida orientado pela cobiça da carne, a cobiça dos olhos e a soberba da vida (I Jo. 2:16). Não é à toa que João afirma que se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele (I Jo. 2:15). E Tiago nos diz que quem se faz amigo do mundo, também se faz inimigo de Deus (Tg. 4:4). Por isso, a guerra contra o mundo deve ser levada a sério.

E quais são os instrumentos que temos nessa batalha? João nos chama a atenção para um importante elemento: “esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé. Quem é que vence o mundo? Somente aquele que crê que Jesus é o Filho de Deus” (I Jo. 5:4,5). E como surge a fé? Ele nasce e cresce alimentadas por verdades acerca de Jesus. É muito conhecida a afirmação de que a fé vem pelo ouvir a Palavra (Rm. 10:17). E sabemos que recebemos o Espírito pela pregação da fé (Gl. 3:2). A fé não apenas nasce com a Palavra acerca de Jesus, mas também é alimentada e fortalecida por essa Palavra. É por isso que Paulo nos diz: “a quem [Cristo] nós anunciamos, admoestando e ensinando a todo o homem em toda a sabedoria, para que apresentemos todo o homem perfeito em Cristo” (Cl. 1:28)

Nossa vitória sobre o mundo exige que alimentemos nossa fé com a Verdade. E sabemos também que o mundo apresenta suas “verdades” para nós todos os dias: princípios, valores, idéias, pensamentos que pretendem orientar nosso estilo de vida. Todos os dias temos a oportunidade de escolher de que verdades ou de que pregações vamos nos alimentar. Sabemos que a Verdade é Jesus. Até que ponto você está determinado a se alimentar de Jesus, a meditar na Verdade expressada nEle?

Que estejamos comprometidos a nos alimentar da Verdade todos os dias, pensando nas coisas que são do alto, onde Cristo está assentado.

Em Cristo,

Anderson Paz

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abr 9 2011

Quando Deus é o Rei (1)

9º post da série Reino de Deus

Uma pessoa reconhece Deus como o Rei de sua vida quando faz a vontade desse Rei, pois está é a conclusão clara e lógica da oração de Jesus quando diz “Venha o teu reino, seja feita a tua vontade” (Mt. 6:10). Contudo, neste post não será abordado esse aspecto da vida daqueles que têm Deus como Rei, tendo em vista que já foi no primeiro post desta série.

Quero abordar aqui uma das razões de Israel para pedir um rei. Em determinado momento de sua história, o povo de Israel pediu ao sacerdote Samuel que um rei governasse sobre eles. O povo disse: ” … haverá sobre nós um rei. E nós também seremos como todas as outras nações; e o nosso rei nos julgará, e sairá adiante de nós, e fará as nossas guerras” (I Sm. 8:19,20).

Um rei para ir adiante do povo, para conduzi-lo em suas guerras. Um dos papéis dos reis era conduzir o seu povo nas batalhas. E ter Deus como Rei também implica em deixar que Deus guerreie nossas guerras, nos conduza em nossas batalhas. Afinal, foi isso que Moisés disse a Israel: “Não tenham medo. Fiquem firmes e vejam o livramento que o Senhor lhes trará hoje … O Senhor lutará por vocês; tão-somente acalmem-se” (Êx. 14:13,14). E é por isso que o Senhor disse ao Seu povo: “No arrependimento e no descanso está a salvação de vocês, na quietude e na confiança está o seu vigor” (Is. 30:15).

Ser cristão é viver em guerra. Temos batalhas diárias. E nossos inimigos não são as pessoas. Lutamos contra nossa própria carne, contra o diabo e contra o sistema chamado mundo. Mas se temos Deus como rei, em nossas guerras quem vai adiante de nós é o próprio Senhor. É Ele quem comanda cada batalha. Por isso, é impossível vencer as batalhas utilizando meios que não são os dEle, usando armas e estratégias que não são as dEle. A nós só nos cabe usar os meios que Ele estabeleceu, e é o próprio Deus quem nos dá a vitória.

Portanto, ao dizer que Deus é o nosso Rei, que nossas mentes e corações se voltem à Palavra desse Rei, numa atitude de completa dependência, para nela descobrirmos os meios de sermos vitoriosos na guerra, e não estarmos entregues às perigosas e desastrosas opiniões humanas.

Em Cristo,

Anderson Paz

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