nov 5 2011

Coração: entre tristezas e alegrias

Uma leitura superficial e desatenta pode deixar a impressão de que há uma contradição entre os dois versículos abaixo:

“O coração alegre aformoseia o rosto, mas pela dor do coração o espírito se abate” (Pv. 15:13).

“Melhor é a mágoa do que o riso, porque com a tristeza do rosto se faz melhor o coração” (Ec. 7:3).

Contudo, basta uma análise mais atenciosa para percebermos que os versículos estão falando de coisas distintas. O primeiro fala de um movimento do interior para o exterior (do coração para o rosto). O segundo fala de um movimento do exterior para o interior (do rosto para o coração). O primeiro fala da essência que muda a aparência. Já o segundo fala de algo externo que influencia a essência. O primeiro fala sobre como a condição do coração se exterioriza. O segundo fala do impacto do exterior sobre a condição do coração.

Eclesiastes 7:3 é precedido pelo seguinte versículo: “Melhor é ir à casa onde há luto do que ir à casa onde há banquete, porque naquela está o fim de todos os homens, e os vivos o aplicam ao seu coração”. É nesse contexto que o autor diz: “com a tristeza do rosto se faz melhor o coração”. O autor chama a nossa atenção para a importância de estarmos atentos para a realidade, de não deixarmos nos iludir e enganar. Devemos lembrar que a vida é frágil, curta, passageira,  efêmera. Conscientes disso, podemos chegar à conclusão do autor de Eclesiastes: “De tudo o que se tem ouvido, o fim é: Teme a Deus, e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo o homem” (Ec.12:13). Podemos também concordar com o autor do Salmo 39, quando declara: “Na verdade, todo homem anda numa vã aparência; na verdade, em vão se inquietam; amontoam riquezas, e não sabem quem as levará. Agora, pois, SENHOR, que espero eu? A minha esperança está em ti“ (Sl. 39:6-7)

Uma vez tendo a esperança depositada em Deus, temos acesso à fonte de toda alegria, e assim, tendo o coração preenchido pela presença do Senhor, podemos desfrutar da realidade descrita no texto de Provérbios: “o coração alegre aformoseia o rosto”.

Portanto, tenhamos nossas mentes atentas e corações sensíveis para aprendermos o que Deus nos quer ensinar em toda e qualquer situação, seja de alegria, seja de tristeza. Afinal, todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus.

Em Cristo,

Anderson Paz

* Texto escrito para o blog Conexão Eclésia.

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abr 19 2011

Uma maior alegria

João, em sua terceira carta, escrita já ao fim de sua vida, faz uma declaração muito interessante sobre aquilo que seria sua maior alegria. Acredito que temos algo muito importante a aprender com esse homem que andou tão próximo do Senhor Jesus. João diz a Gaio, seu filho na fé: “Não tenho alegria maior do que ouvir que meus filhos estão andando na verdade” (III Jo. 1:4). Ora, deveríamos pôr grande atenção a essa declaração feita por alguém que havia andado com Jesus e que já se encontrava no fim de sua longa experiência de vida e ministério. Ver os filhos andando na verdade: realmente isso deve ser uma alegria extraordinária, indescritível.

Somos chamados e comissionados pelo Senhor a investir na vida de pessoas, e para desfrutar do prazer em ver o resultado disso, o fruto do nosso investimento. Tão grande é esta felicidade que todo o custo necessário para alcança-la vale a pena.

Paulo também era conhecedor dessa alegria, e por isso também não media esforços para investir em pessoas. Chegou a dizer aos cristãos da Galácia: Meus filhinhos, por quem de novo sinto as dores de parto, até que Cristo seja formado em vós” (Gl.. 4:19). E para os cristãos de Corinto, Paulo diz: “Eu de muito boa vontade gastarei, e me deixarei gastar pelas vossas almas” (II Co. 12:15). Aos colossenses, o apóstolo diz que tinha um grande combate por eles (Cl. 2:1). Esse investimento se traduz no empenho em anunciar a Cristo (Cl. 1:28,29), ensinar a guardar a Palavra (Mt. 28:18-20), se apresentar como modelo de vida (I Co. 11:1), se dedicar em oração (Ef. 1:16), entre outros passos práticos.

Sabedores de que nossa realização e plenitude se encontram no fazer a vontade de Deus, gastemos de nós mesmos tudo o que for necessário para investir em pessoas, cumprindo com fidelidade o mandamento: “Ide, fazei discípulos”

Em Cristo,

Anderson Paz


abr 12 2011

Caminho para a alegria



Ao ler as Escrituras posso ter convicção de que Deus quer me fazer feliz, Ele quer me ver alegre. Essa certeza decorre da leitura das muitas bem-aventuranças mencionadas ao longo da Bíblia, bem como também de afirmações claras como a de que a alegria é fruto do Espírito (Gl. 5:22), devemos servir a Deus com alegria (Sl. 100:2), alegrar-se sempre no Senhor é um mandamento (Fp. 4:4), e que podemos pedir alegria a Deus (Sl. 51:12). Com isso não estou afirmando que o objetivo principal de Deus é alegrar o homem, pois a Bíblia é clara ao dizer que o Senhor faz tudo para o louvor da Sua própria glória. Mas, Deus quer nos fazer felizes e alegres NEle, pois isso resulta em glória ao Seu Nome. O salmista já havia percebido isso quando orou: “Satisfaze-nos pela manhã com o teu amor leal, e todos os nossos dias cantaremos felizes” (Sl. 90:14).

Talvez pareça estranho o mandamento “Alegrai-vos”. A alegria é simples de ser produzida? Ora, o mandamento parece estranho se não compreendermos que ele traz consigo alguns passos práticos a serem tomados. Há um caminho para a alegria. Um exemplo, entre outros, de passo prático no caminho para a alegria está em João 16:24 – “Até agora vocês não pediram nada em meu nome. Peçam e receberão, para que a alegria de vocês seja completa”. Sem sombra de dúvida, Jesus quer nos alegrar por meio das respostas às nossas orações. E quer que nossa alegria seja completa, plena. Contudo, o Senhor também deixa claro que respostas às nossas orações exigem perseverança, pois Ele mesmo nos ensina sobre o dever de orar sempre, sem jamais esmorecer (Lc. 18:1-8), e também nos diz: “Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á” (Lc. 11:9).

Uma das razões de não experimentarmos a alegria que Deus tem para nós, está no fato de não darmos os passos necessários no caminho para a alegria. Muitas vezes esses passos exigirão de nós esforço, empenho, dedicação, perseverança. Contudo, sempre é bom lembrar que “aqueles que semeiam com lágrimas, com cantos de alegria colherão”. (Sl. 126:5)

Em Cristo,

Anderson Paz

*Texto originalmente escrito para o blog Conexão Eclésia.

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mar 30 2011

Quando Deus é o legislador (2)

8º post da série Reino de Deus

Ainda na leitura do Salmo 1, percebemos que os que orientam seu caminho conforme a vontade do Senhor, apresentam uma característica em comum: a felicidade. Ou seja, os que fazem a vontade de Deus experimentam o estado interior de satisfação, de plenitude.

A. W. Tozer, ao descrever as características do homem espiritual, afirma que este é marcado pelo “desejo de ser santo em lugar de feliz”. Ora, certamente Tozer está fazendo referência ao conceito mundano de felicidade, pois, segundo o conceito exposto no Salmo 1, não haveria felicidade que não decorresse da obediência ao Senhor. Portanto, a busca pela santidade necessariamente conduziria à felicidade, à verdadeira felicidade, que é a satisfação em Deus. Afinal, existimos para Ele. Sem obediência a Deus o máximo que se pode alcançar é o prazer transitório do pecado (Hb. 11:25), andando por caminhos que ao homem parece certo, mas que ao fim conduzem à morte (Pv. 16:25).

Não há santidade que não resulte em felicidade. Não há felicidade que não nasça do compromisso com a santidade. Feliz é aquele que pode dizer: tenho o Senhor, não preciso de mais nada, Sua graça me é suficiente, Seu amor é bastante para mim.

Saber dessas verdades é algo indispensável em nossa caminhada cristã. Afinal, o próprio Senhor Jesus suportou a cruz porque tinha em vista a alegria que lhe estava proposta (Hb. 12:2). Ele viu o fruto do penoso trabalho de sua alma, e se alegrou (Is. 53:11). Quanto a nós, o autor da carta aos Hebreus nos lembra que os que se aproximam de Deus devem crer não apenas que Ele existe, mas que Ele também é recompensador daqueles que o buscam. E qual é a melhor recompensa que podemos receber de Deus? Jesus responde a essa pergunta ao dizer:

“Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e viremos para ele, e faremos nele morada” (João 14:23).

Em Cristo,

Anderson Paz



mar 17 2011

Felicidade…

Um bate-papo com os leitores do blog, transmitido pela Twitcam no dia 16/03.


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