mar 22 2012

Fazer o certo com o que deu errado


ago 18 2011

O que Deus não leva em consideração…

“Deus não leva em conta o tempo de ignorância”. Tal afirmação é muito conhecida e usualmente citada para se referir à graça de Deus em perdoar o nosso passado. Contudo, nem todos conhecem o versículo de onde essa afirmação é extraída. E isso faz alguma diferença? Sim, TODA! Afinal, o texto nos revela a forma com que Deus decide não levar em conta o tempo da nossa ignorância.

“Mas Deus, não tendo em conta os tempos da ignorância, anuncia agora a todos os homens, e em todo o lugar, que se arrependam” (At. 17:30).

Sempre é importante lembrar que todos pecaram (Rm. 3:23), que “não há um justo, nenhum sequer, não há quem entenda, não há quem busque a Deus; todos se extraviaram, à uma se fizeram inúteis” (Rm. 3:10-12). Portanto, Deus não tem dívida alguma conosco, e não seria injusto se deixasse toda a raça humana perecer. Mas, ao decidir não levar em conta o tempo do nossa ignorância, Ele nos convoca ao arrependimento.

Só compreenderemos a beleza da graça quando reconhecermos que Deus não tem obrigação alguma para conosco. Ele não tem dever algum de nos dar uma chance de arrependimento. Se não nos desse chance alguma, ainda sim Ele estaria sendo justo! Mas Ele, por graça e amor, decide não levar em conta o tempo de ignorância, e nos oferece a oportunidade de nos arrependermos desse passado.

O chamado ao arrependimento é uma oferta da livre graça de Deus. Apesar do nosso passado, Ele ainda é gracioso ao nos chamar à mudança de mente e de atitude. E o verdadeiro arrependimento traz consigo os seus frutos (Mt. 3:8; Lc. 3:8). Arrependimento que não gera frutos é falso. Zaqueu, ao se arrepender, deu frutos pois decidiu não mais usufruir dos bens que havia adquirido pelo pecado. Ele decidiu devolver tudo o que havia roubado. As multidões que atendiam ao chamado de João Batista, não ficavam caladas quanto ao seus pecados passados, com a desculpa de que Deus não leva em conta o tempo de ignorância. Pelo contrário, eles vinham a até João para serem batizados, confessando seus pecados (Mt. 3:6; Mc. 1:5).

Ao desconsiderar o nosso tempo de ignorância , Deus não nos isenta de respondermos pelos erros e danos que causamos a outras pessoas. Não! Quando Ele nos chama ao arrependimento, Ele está demonstrando sua graça e nos dá a oportunidade de repararmos esses erros e danos.

Portanto, se você fez mal a alguém, mentiu ou causou qualquer espécie de dano, não despreze a oportunidade que Deus te dá para se arrepender e produzir frutos.

Em Cristo,

Anderson Paz


ago 11 2011

E o que fazer com o passado?

Fonte: Adaptado do Módulo I para novos discípulos

Via: Conexão Eclésia

O pecado não apenas faz separação entre o homem e Deus, como também faz separação entre os homens. O ódio, o egoísmo, a vingança, a amargura, a inveja e as agressões (verbais ou físicas) encontram sua origem no coração contaminado pelo pecado. Porém, uma vez que o nosso relacionamento com Deus foi restaurado, os nossos relacionamentos com outras pessoas também devem tomar o rumo da restauração. Hoje temos paz com Deus (Rm. 5:1), e também  devemos buscar a paz com todos os homens. “Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hb. 12:14).

Diante desses mandamentos, surgem perguntas como: “até que ponto depende de mim o ter paz com todos?” ou “e o que fazer quando há erros do passado a serem consertados?”. Quando olhamos para as Escrituras, veremos que ao nosso alcance está o perdoar quem nos ofendeu, e também o reparar o dano que causamos a outrem. A restituição é o caminho que devemos tomar quando erramos com alguém.

Deus é justo. E a justiça é a virtude de dar a cada um o que é seu por direito. Como filhos de Deus, possuímos sua natureza (Ef. 5:1), portanto, precisamos de atitudes práticas em relação aos erros cometidos. Devemos pedir perdão, devolver o roubado, pagar a dívida, reparar o dano causado, restituir a honra, esclarecer a mentira etc.. É preciso assumir com responsabilidade as consequências do nosso pecado.

A Bíblia nos relata o caso de Zaqueu (Lc. 19:1-9). Ele era um cobrador de impostos que, ao ter um encontro com Jesus, tomou a decisão de devolver quatro vezes mais de tudo o que havia roubado. Ao ver essa atitude, Jesus afirmou que havia chegado salvação na casa de Zaqueu. A presença de Jesus na vida daquele homem produziu disposição para restaurar caminhos, sem se importar com as consequências (vergonha, rejeição, medo etc.). Um verdadeiro encontro com Jesus nos faz restituir aquilo que tomamos de outra pessoa, consertar o que foi feito errado, confessar o nosso pecado àquela pessoa contra quem pecamos.

Hoje Jesus não é apenas um hóspede na sua casa, mas Ele é o Senhor da sua vida. E você está unido a Ele. Portanto, o mesmo Jesus que produziu disposição em Zaqueu para consertar as coisas do passado, já te deu força e disposição, através do Espírito Santo, para que você dê passos de restauração. Tão somente creia e obedeça.


jun 2 2011

Afinal, a vida tem algum propósito? – Parte 4

Afinal, a vida tem algum propósito – Parte 3

Jesus veio buscar e salvar o que se havia perdido. De fato, Ele é o salvador do mundo! Debaixo dos céus não há nenhum outro Nome pelo qual possamos ser salvos (At. 4:12). Mas, como se opera a salvação? Como somos salvos? Paulo responde a essa pergunta em Romanos 10:9: “Se, com tua boca, confessares Jesus como Senhor e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo” (RA).

Somos salvos quando reconhecemos Jesus como Senhor, o dono absoluto, a autoridade suprema sobre nossas vidas. Como foi dito no post anterior, a palavra “Senhor” não é um mero pronome de tratamento, um sinal de respeito, como usamos nos dias de hoje. “Senhor” é tradução do termo Kyrios, palavra usada para designar o dono ou proprietário de alguém. Assim, o Kyrios (Senhor) Jesus tem sob sua propriedade seus doulos (servos ou escravos), que somos nós. Portanto, somos salvos ao nos rendermos ao Senhorio de Cristo.

Paulo declara que Jesus recebeu um nome que está sobre todo nome, para que a Seu nome  se dobre todo o joelho e toda a língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor (Fp. 2:6-11). Esse ensino de Paulo reflete a declaração do próprio Senhor Jesus em Mateus 28:18-20. Antes de ser elevado aos céus, Jesus afirmou que recebeu do Pai todo poder nos céus e na terra e, logo depois, ordena aos seus discípulos: “Portanto”, ou seja, por ter recebido todo o poder, “ide, fazei discípulos de todas as nações” (Mt. 28:18-20). Discípulos de Jesus são aqueles que O reconhecem como autoridade suprema. Com o mandamento de fazer discípulos, Jesus está dizendo que Ele é o Senhor de todas as coisas, e que todos os homens precisam saber disso e se render à Sua autoridade. É por isso que os apóstolos pregavam: “Este Jesus, a quem vocês crucificaram, Deus o fez Senhor e Cristo” (At. 2:36).

Em Lucas 14:31,32, Jesus diz o seguinte: “qual é o rei que, pretendendo sair à guerra contra outro rei, primeiro não se assenta e pensa se com dez mil homens é capaz de enfrentar aquele que vem contra ele com vinte mil? Se não for capaz, enviará uma delegação, enquanto o outro ainda está longe, e pedirá um acordo de paz”. E Ele conclui seu discurso dizendo: “Da mesma forma, qualquer de vocês que não renunciar a tudo o que possui não pode ser meu discípulo” (Lc. 14:33). Jesus é o Rei todo-poderoso, vitorioso, invencível! Nem mesmo a morte pôde detê-lo! E a condição para estarmos em paz com Ele, para nos reconciliarmos com Deus, é através da renúncia ao nosso reininho individual, o reino da nossa vontade. Precisamos de uma rendição plena, completa e incondicional ao seu Senhorio.

Continuaremos tratando desse tema no próximo post.

Em Cristo,

Anderson Paz

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mai 10 2011

Um “Jesus” mutilado e o Jesus da Bíblia

Em certa ocasião, um grupo de gregos foram até Filipe dizendo: “queremos ver Jesus” (Jo. 12:20-21). Dois milênios após a encarnação do Verbo, quem precisa dizer “queremos ver Jesus” são os que afirmam conhecê-lo. Infelizmente, a visão de muitos acerca de Jesus está embaçada, distorcida, e por isso há muitas versões de “Jesus” sendo anunciadas, todas elas mutiladas de verdade.

Há quem pregue a graça destituída de verdade; o perdão dos pecados que não demanda arrependimento; o amor que não necessita de santidade; a misericórdia que ignora a gravidade do pecado; o céu negando a existência do inferno. Tudo isso corresponde à apresentação de um  “Jesus” mutilado, um Cristo pregado conforme a conveniência do pregador ou dos ouvintes.

Contudo, no Jesus apresentado pelas Escrituras, vemos a conjugação perfeita entre a graça e a verdade (Jo. 1:17). A verdade denuncia com clareza e firmeza o pecado, ao dizer “qualquer que se irar contra seu irmão estará sujeito a julgamento” (Mt. 5:22), “qualquer que olhar para uma mulher para desejá-la, já cometeu adultério com ela no seu coração” (Mt. 5:28), “do coração saem os maus pensamentos, os homicídios, os adultérios, as imoralidades sexuais, os roubos, os falsos testemunhos e as calúnias” (Mt. 15:19). Mas em Jesus também vemos a mais extraordinária e incomensurável graça, pela qual diz a um pecador “os teus pecados te são perdoados” (Lc. 5:20), que diz a uma mulher adúltera “eu não te condeno” (Jo. 8:11), que diz a um ladrão arrependido “hoje estarás comigo no paraíso” (Lc. 23:43), e que garante a todo homem que é possível vencer o pecado, pois é Ele quem diz ao arrependido: “vai e não peques mais” (Jo. 8:11).

Jesus não ignora a gravidade do pecado. Afinal, foi o próprio Jesus quem disse: “Se o seu olho direito o fizer pecar, arranque-o e lance-o fora. É melhor perder uma parte do seu corpo do que ser todo ele lançado no inferno” (Mt. 5:29). Mas nEle há verdadeira misericórdia e perdão, pois ele veio buscar e salvar o que se havia perdido, e Ele salva o perdido chamando pecadores ao arrependimento (Lc. 5:32).

O Jesus da Bíblia não nega a existência do inferno, e nem minimiza a importância dessa realidade. Foi Ele quem disse: “temam aquele que, depois de matar o corpo, tem poder para lançar no inferno” (Lc. 12:5). Mas é Ele quem oferece a todo pecador a alegria da salvação, e a esperança que nasce das suas palavras: “Na casa de meu Pai há muitas moradas, … Vou preparar-vos lugar” (Jo. 14:2). Nos alegraremos com o dia em que Ele mesmo nos dirá: “Venham, benditos de meu Pai! Recebam como herança o Reino que lhes foi preparado desde a criação do mundo” (Mt. 25:34).

Quão maravilhoso é Jesus. Que nossos olhos se abram para contemplarmos Sua glória. Que possamos dizer: “Queremos ver Jesus!

Em Cristo,

Anderson Paz

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