mai 14 2012

Qual tradução da Bíblia devo usar?


mai 10 2012

Consumistas de todos os tipos


ago 30 2011

O Espírito e a Palavra… ou a Palavra e o Espírito?

Na Igreja em Antioquia havia um rico exercício de dons espirituais. Havia ali profetas e mestres, e estes homens estavam sensíveis à voz do Espírito (At. 13:1-3). Contudo, apesar disso, em certo momento surgiu um tema polêmico em meio àquela Igreja. Algumas pessoas estavam ensinando que quem não se circuncidasse não poderia ser salvo. Diante dessa polêmica, a Igreja tomou uma decisão: enviar Paulo, Barnabé e alguns outros irmãos aos apóstolos e anciãos em Jerusalém (At. 15:1-5). Mas, diante dessa decisão fica pergunta: se eles tinham profetas e mestres, se havia a ação do Espírito Santo naquela comunidade, por que decidiram enviar representantes aos apóstolos? Afinal, o Espírito Santo que estava em Jerusalém não era o mesmo que estava em Antioquia?

Ora, a resposta para essas questões está muito clara nas palavras de Jesus em João 15:26-27: “Mas, quando vier o Consolador, que eu da parte do Pai vos hei de enviar, aquele Espírito de verdade, que procede do Pai, ele testificará de mim. E vós também testificareis, pois estivestes comigo desde o princípio.

O testemunho acerca de Jesus foi confiado ao Espírito Santo e também àqueles homens que estiveram com Ele desde o princípio. E quem são eles? Marcos nos escreve que Jesus “subiu ao monte, e chamou para si os que ele quis; e vieram a ele. E nomeou doze para que estivessem com ele e os mandasse a pregar” (Mc. 3:13,14). Sobre o mesmo episódio da vida de Jesus, Lucas escreve: “chamou a si os seus discípulos, e escolheu doze deles, a quem também deu o nome de apóstolos” (Lc. 6:12,13).

Aos seus apóstolos, Jesus certa vez garantiu: “quando o Filho do homem se assentar em seu trono glorioso, vocês que me seguiram também se assentarão em doze tronos, para julgar as doze tribos de Israel” (Mt. 19:28). Ele também disse: “Vocês são os que têm permanecido ao meu lado durante as minhas provações” (Lc. 22:28).

Os apóstolos foram as testemunhas oculares da vida e ministério do Senhor. E o testemunho desses homens era confirmado com milagres. É isso que o autor da carta aos Hebreus nos diz: “Esta salvação, primeiramente anunciada pelo Senhor, foi-nos confirmada pelos que a ouviram. Deus também deu testemunho dela por meio de sinais, maravilhas, diversos milagres e dons do Espírito Santo distribuídos de acordo com a sua vontade” (Hb. 2:3,4). O livro de Atos destaca: “muitas maravilhas e sinais eram feitos pelos apóstolos” (At. 2:43).

Os doze estavam plenamente conscientes de sua missão de testemunhar o que viveram com Jesus: “Nós somos testemunhas de tudo o que ele fez na terra dos judeus e em Jerusalém, onde o mataram, suspendendo-o num madeiro. Deus, porém, o ressuscitou no terceiro dia e fez que ele fosse visto, não por todo o povo, mas por testemunhas que designara de antemão, por nós que comemos e bebemos com ele depois que ressuscitou dos mortos. Ele nos mandou pregar ao povo e testemunhar que este é aquele a quem Deus constituiu juiz de vivos e de mortos “ (At. 10:39-42). Os apóstolos eram as testemunhas enviadas pelo próprio Jesus, seus representantes autorizados. Por tudo isso se explica a decisão da Igreja em Antioquia de levar o polêmico tema da circuncisão à avaliação desses homens.

Sem dúvida, precisamos tanto do testemunho do Espírito Santo como também do testemunho dos apóstolos. Não há contradição alguma entre eles. Aliás, era o próprio Espírito que lembraria os apóstolos de todas as coisas que ouviram de Jesus (Jo. 14:26).

Mas, como temos acesso ao testemunho dos apóstolos? Como podemos saber das coisas que eles vivenciaram com Jesus? João nos responde isso ao escrever: “Jesus realizou na presença dos seus discípulos muitos outros sinais miraculosos, que não estão registrados neste livro. Mas estes foram escritos para que vocês creiam que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus e, crendo, tenham vida em seu nome” (Jo. 20:30,31). Como é bom saber que João se ocupou em registrar o que nos seria necessário para crermos em Jesus. Em sua 1ª carta, João nos diz: “Nós lhes proclamamos o que vimos e ouvimos para que vocês também tenham comunhão conosco” (I Jo. 1:3).

Lucas não era um dos Doze, mas empreendeu o dedicado trabalho de registrar tudo o que havia ouvido das testemunhas oculares da vida de Jesus (Lc. 1:1-3). Pedro, que se declara testemunha das aflições de Cristo (I Pe. 5:1), escreve sua 2ª carta para que seus leitores se lembrem do mandamento do Senhor dado mediante os apóstolos (II Pe. 3:2).

Do testemunho dos apóstolos surge as Escrituras do Novo Testamento. Dependemos desse testemunho tanto quanto dependemos do Espírito Santo. Que nossas consciências se voltem à Palavra de Deus, e que o Espírito Santo ilumine o nosso entendimento, para que cresçamos cada vez mais na vontade do Senhor.

Em Cristo,

Anderson Paz


mai 26 2011

Jesus em cada livro da Bíblia


abr 9 2011

Quando Deus é o Rei (1)

9º post da série Reino de Deus

Uma pessoa reconhece Deus como o Rei de sua vida quando faz a vontade desse Rei, pois está é a conclusão clara e lógica da oração de Jesus quando diz “Venha o teu reino, seja feita a tua vontade” (Mt. 6:10). Contudo, neste post não será abordado esse aspecto da vida daqueles que têm Deus como Rei, tendo em vista que já foi no primeiro post desta série.

Quero abordar aqui uma das razões de Israel para pedir um rei. Em determinado momento de sua história, o povo de Israel pediu ao sacerdote Samuel que um rei governasse sobre eles. O povo disse: ” … haverá sobre nós um rei. E nós também seremos como todas as outras nações; e o nosso rei nos julgará, e sairá adiante de nós, e fará as nossas guerras” (I Sm. 8:19,20).

Um rei para ir adiante do povo, para conduzi-lo em suas guerras. Um dos papéis dos reis era conduzir o seu povo nas batalhas. E ter Deus como Rei também implica em deixar que Deus guerreie nossas guerras, nos conduza em nossas batalhas. Afinal, foi isso que Moisés disse a Israel: “Não tenham medo. Fiquem firmes e vejam o livramento que o Senhor lhes trará hoje … O Senhor lutará por vocês; tão-somente acalmem-se” (Êx. 14:13,14). E é por isso que o Senhor disse ao Seu povo: “No arrependimento e no descanso está a salvação de vocês, na quietude e na confiança está o seu vigor” (Is. 30:15).

Ser cristão é viver em guerra. Temos batalhas diárias. E nossos inimigos não são as pessoas. Lutamos contra nossa própria carne, contra o diabo e contra o sistema chamado mundo. Mas se temos Deus como rei, em nossas guerras quem vai adiante de nós é o próprio Senhor. É Ele quem comanda cada batalha. Por isso, é impossível vencer as batalhas utilizando meios que não são os dEle, usando armas e estratégias que não são as dEle. A nós só nos cabe usar os meios que Ele estabeleceu, e é o próprio Deus quem nos dá a vitória.

Portanto, ao dizer que Deus é o nosso Rei, que nossas mentes e corações se voltem à Palavra desse Rei, numa atitude de completa dependência, para nela descobrirmos os meios de sermos vitoriosos na guerra, e não estarmos entregues às perigosas e desastrosas opiniões humanas.

Em Cristo,

Anderson Paz

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