jan 10 2012

Que fé é essa?

Diante da pergunta “você crê nos políticos?”, certamente a maior parcela da população responderá “não”. Contudo, ninguém responderia “não” à pergunta “você crê que os políticos existem?”. É claro que “crer nos políticos” não é a mesma coisa que “crer que eles existem”. Existe uma diferença entre “crer em” e “crer que”. Essa diferença é importante e deve sempre ser considerada, pois somos chamados a crer em Cristo, o que é muito mais do que apenascrer que certos fatos acerca dele são verdadeiros (como sua divindade, sua encarnação, sua morte e ressurreição).

Crer em alguém significa confiar, dar crédito à palavra de uma pessoa. Portanto, crer em Cristo significa depositar a confiança nEle. É ter a palavra de Jesus como tão digna de confiança que nossa obediência a ela é plena, irrestrita, incondicional. Portanto, não existe a possibilidade de separação entre crer Cristo e obedecê-lo. Quem crê, obedece. A fé se evidencia pelas obras (Tg. 2:18).

Partindo dessa perspectiva, poderemos compreender como que, apesar da salvação ser pela graça, mediante a fé (Ef. 2:8), a condenação se dá pela prática da iniquidade (Mt. 7:23). Ora, a verdadeira fé nos afasta do pecado, nos conduz à santidade, e nos mantém junto a Cristo. Se não há compromisso com a santidade, certamente existe falta de fé. Crer em Cristo é comprometer-se com Sua vontade. Quem não se comprometeu em obedecer à vontade de Cristo, nunca creu nEle de fato.

Portanto, se seu coração está cheio de fé, evidencie isso por meio das obras. Mas, se a sua fé está abalada, não tema em orar: “Creio, ajuda-me a vencer a minha incredulidade!”(Mc. 9:24). Alimente sua fé com a Palavra (Rm. 10:17), e a fortaleça nos relacionamentos em meio ao Corpo de Cristo (Hb. 3:13; 10:24,25)

Em Cristo,

Anderson Paz

Texto originalmente publicado no blog Conexão Eclésia


jan 5 2012

Você espera ser recompensado?


nov 10 2011

Eu sou uma pessoa boa. Isso não é o suficiente?

Via: Voltemos ao Evangelho


nov 8 2011

E quando os recursos se esgotam?

Para qualquer cristão é no mínimo estranho, para não dizer insensato ou equivocado, orar a Deus pedindo: “Senhor, me faça rico!”. Quem faz uma oração dessas talvez esteja ignorando que Jesus nos ensina a orar pedindo ao Pai apenas o pão necessário para cada dia (Mt. 6:11) e faz sérias advertências aos ricos (Lc. 18: 25).

Contudo, também pode parece estranho (ainda que em menor grau) que alguém ore: “Senhor, não me faça rico!”, pois afinal, Deus, em sua soberania, pode distribuir riquezas e honra (I Cr. 29:12; Ec. 6:2), e Paulo apresenta mandamentos específicos aos ricos tementes a Deus, como o de serem em tudo generosos (I Tm. 6:18). Sendo assim, o que faz alguém orar como Agur, que pediu a Deus: “não me dês nem a pobreza nem a riqueza; mantém-me do pão da minha porção de costume” (Pv. 30:8).

É necessário observar que Agur segue sua oração explicando a razão de seu pedido: “Para que, porventura, estando farto não te negue, e venha a dizer: Quem é o SENHOR? ou que, empobrecendo, não venha a furtar, e tome o nome de Deus em vão” (Pv. 30:9). É muito interessante conhecer os motivos que levaram a Agur a pedir: “Senhor, não me faça rico!”. Não há pecado algum em ser rico, mas Agur conhecia sua própria debilidade: a de buscar a Deus apenas quando todos os recursos se esgotam. Ele sabia que, enquanto as tivesse, seu coração confiaria nas riquezas, e não no Senhor.

Aliás, essa é uma chaga comum aos corações de todos os homens: a de lembrar-se de Deus apenas quanto todos os recursos para a solução dos problemas se esgotam. Confiamos com mais facilidade nas riquezas (Sl. 52:7), nos príncipes (Sl. 118:9), nos médicos (IiI Cr. 16:12) e na nossa própria força (Jr. 17:5)  do que em Deus. É é por isso que Deus, em muitas ocasiões, nos conduz ao esgotamento dos recursos, à falência dos métodos humanos, ao deserto, para que aprendamos o quanto precisamos dEle (Dt. 8:3).

Na verdade, Ele não é o último recurso para a solução dos problemas, mas é TUDO o que precisamos em toda em qualquer circunstância. Por isso, mais do que buscá-lo para a solução de problemas, temos que sempre buscar Sua vontade, para que caminhemos nela. Como nos ensinou Jesus: “Busquem, pois, em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas lhes serão acrescentadas” (Mt. 6:33).

Portanto, abrace de todo coração a vontade de Deus para a sua vida.

Em Cristo,

Anderson Paz

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out 20 2011

Canal para ouvir Deus

O livro de Atos, em seu capítulo 13, registra que na Igreja em Antioquia havia profetas e mestres e que, enquanto esses homens serviam ao Senhor e jejuavam, disse o Espírito Santo: “Separem-me Barnabé e Saulo para a obra a que os tenho chamado”. Então, depois de ouvirem a direção do Espírito, eles, com orações e jejum, enviaram a Paulo e Barnabé (At. 13:1-3).

Esse relato, apesar de curto e simples, tem muito a nos ensinar. E o que mais se destaca para mim é o fato de que o Espírito Santo falou enquanto aqueles homens serviam a Deus. A oração não foi algo que surgiu para atender uma necessidade nova que havia surgido, ou para buscar a solução de um problema que se apresentava. O texto simplesmente diz que, enquanto eles serviam ao Senhor e jejuavam, disse o Espírito Santo.

A oração não pode ser algo que surge apenas diante de uma necessidade específica, ou para se buscar a solução de um problema. Antes, a oração deve fazer parte de nosso cotidiano. Muito do que Deus quer nos falar, nos ensinar, só nos alcançará se mantivermos uma vida de oração, pois ela nos faz sensíveis à voz de Deus.

Com certeza Deus tem muito a nos dizer. É Ele mesmo quem promete: “Eu o instruirei e o ensinarei no caminho que você deve seguir” (Sl. 32:28).Contudo, precisamos ser encontrados na postura de quem busca ouvir Deus: orando.

Em Cristo,

Anderson Paz

* Publicado originalmente no blog Conexão Eclésia


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