jan 5 2012

Chegou 2012… e o fim do mundo?

Chegou o ano de 2012, e com ele afloram muitas discussões apocalípticas, tanto por causa da famigerada profecia maia (que se tornou mundialmente conhecida pelo filme 2012), como também por outros “profetas do fim dos tempos”.

Não costumo abordar temas escatológicos neste blog. Em mais de três anos de atividades, acredito que escrevi apenas um post acerca disso (O fim dos tempos e nossa vida hoje). Entretanto,  considero que esse “clima apocalíptico” de 2012 pode ser oportuno para trazer à tona certas verdades bíblicas sobre o retorno do Senhor, bem como também para estimular um debate saudável e bíblico acerca de certas interpretações.

Paulo, em I Ts. 4:13-18 pretende encher seus leitores de esperança e consolo acerca dos cristãos que já morreram. Para tanto, o apóstolos destaca que antes que os vivos encontrem o Senhor, os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro. Paulo afirma categoricamente, sem deixar espaço para quaisquer dúvidas ou especulações: a ressurreição dos mortos antecederá o arrebatamento.

“Dizemo-vos, pois, isto, pela palavra do Senhor: que nós, os que ficarmos vivos para a vinda do Senhor, não precederemos os que dormem. Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiroDepois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor” (I Ts. 4:15-17)

O apóstolo destaca: não haverá arrebatamento sem que os mortos em Cristo ressuscitem primeiro. Então, se traçarmos, a partir desse texto de I Ts. 4:13-18, uma linha do tempo, a ressurreição dos mortos em Cristo será o primeiro evento,  imediatamente depois ocorrerá o arrebatamento dos vivos, ou seja o encontro de toda a Igreja com o Senhor.

Mas se a ressurreição dos mortos em Cristo será o primeiro evento, quando ela ocorrerá? Antes de responder essa pergunta, é importante destacar que Jesus ensinou que haverá duas ressurreições: a ressurreição da vida, e a ressurreição do juízo:

“Não vos maravilheis disto; porque vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz. E os que fizeram o bem sairão para a ressurreição da vida; e os que fizeram o mal para a ressurreição da condenação” (Jo. 5:28-29).

Compreendendo que haverá duas ressurreições, podemos buscar uma resposta para a pergunta anterior: quando ocorrerá a ressurreição dos justos? Apocalipse 20:4-6 nos dá a resposta para essa pergunta:

“E vi tronos; e assentaram-se sobre eles, e foi-lhes dado o poder de julgar; e vi as almas daqueles que foram degolados pelo testemunho de Jesus, e pela palavra de Deus, e que não adoraram a besta, nem a sua imagem, e não receberam o sinal em suas testas nem em suas mãos; e viveram, e reinaram com Cristo durante mil anos. Mas os outros mortos não reviveram, até que os mil anos se acabaram. Esta é a primeira ressurreição” (Ap. 20:4-6)

João registra o momento da primeira ressurreição, a ressurreição dos justos, para a vida. E, como vimos em I Ts. 4:13-18, o arrebatamento dos vivos NÃO ocorrerá antes da ressurreição dos justos. Primeiro é a ressurreição, depois o arrebatamento. Ora, João registra que entre os que terão parte na primeira ressurreição estará gente degolada pelo testemunho de Jesus, que não adorou a besta, nem a sua imagem, e não recebeu o sinal em suas testas nem em suas mãos.

Diante desse registro de João fica uma pergunta: se o arrebatamento vai acontecer antes do período do governo do Anti-Cristo (ou Grande Tribulação), de tal forma que a Igreja seria poupada, como é que logo na primeira ressurreição (que segundo I Ts 4:13-18 ocorrerá antes do arrebatamento), já haverá pessoas mortas por não adorarem a besta?

Faço essa pergunta porque para a corrente pré-tribulacionista a Igreja não passará pela Grande Tribulação, pois a ressurreição dos justos e o arrebatamento ocorreriam antes. Contudo, não é isso o que vemos no texto de Apocalipse 20:4-6 e em qualquer outro lugar da Bíblia. Não existe amparo bíblico para a ideia de que, havendo uma Grande Tribulação, a Igreja seria arrebatada antes dela, sendo poupada desse período. Se haverá uma Grande Tribulação, o ensino bíblico é claro: a Igreja passará por ela, pois logo na primeira ressurreição (que antecede o arrebatamento) estarão aqueles que foram mortos por resistirem ao Anti-Cristo.

Essa ideia de que a Igreja será arrebatada antes da Grande Tribulação tem mais invenção humana do que fundamento bíblico. Sei que essa afirmação é contrária ao que muita gente crê. Toda a série “Deixados para trás” parte de um pressuposto equivocado, o de que haverá ressurreição e arrebatamento antes da Grande Tribulação. Contudo, apesar de muita gente discordar do que estou expondo aqui, não posso deixar expôr o que está nas Escrituras.

Por fim, e para estimular o debate nos comentários, quero deixar aqui o texto de Paulo em II Ts. 2:1-4.

Ora, irmãos, rogamo-vos, pela vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, e pela nossa reunião com ele, que não vos movais facilmente do vosso entendimento, nem vos perturbeis, quer por espírito, quer por palavra, quer por epístola, como de nós, como se o dia de Cristo estivesse já perto. Ninguém de maneira alguma vos engane; porque não será assim sem que antes venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição”.

Aguardo o seu comentário, seja de apoio ou de crítica.

Em Cristo,

Anderson Paz

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out 21 2011

140 mil dólares jogados fora

Autor: Elben M. Lenz César
Fonte: Ultimato

O americano Robert Fitzpatrick, de 60 anos, gastou 140 mil dólares para espalhar a notícia de um tremendo terremoto que atingiria o planeta todo no dia 21 de maio deste ano. Ele acreditou piamente na profecia de outro americano, chamado Harold Camping, fundador e diretor da Family Radio, com sede em Oakland, na Califórnia. Como centenas de outras, essa profecia não se cumpriu.

Aqui no Brasil, o porta-voz do Movimento Salvar Almas, formado por leigos católicos moradores do Estado de Santa Catarina, garante que o fim dos tempos acontecerá no dia 21 de dezembro do próximo ano.

Essas profecias só servem para ridicularizar e desacreditar o Cristianismo. Além do mais, elas conseguem exatamente o oposto. Em vez de aguardar com segurança as promessas bíblicas que dizem respeito à escatologia (doutrina das últimas coisas), o povo zomba dessas coisas. Os falsos profetas e seus sectários são indesculpáveis, pois Jesus deixou bem claro que não nos compete saber “os tempos ou as datas que o Pai estabeleceu pela sua própria autoridade” (Atos 1.7). Ninguém tem o direito de invadir a privacidade do Todo-Poderoso e ninguém tem acesso à sua agenda. O próprio Jesus, em outro momento, declarou enfaticamente: “Quanto ao dia e à hora [dos acontecimentos escatológicos] ninguém sabe” (Marcos 13.32).

O grande erro do tal americano que jogou fora 140 mil dólares (o equivalente a 245 mil reais) para anunciar o juízo final não foi essa providência em si, mas a imprudência de aceitar como absolutamente certa a profecia de Harold Camping.

Eu, de minha parte, continuo crendo, continuo pregando e continuo a alimentar a esperança da plenitude da salvação. Essa plenitude diz respeito às coisas mais desejáveis pelo ser humano: a ressurreição de todos os mortos, a morte da morte, o juízo final e os novos céus e a nova terra. E o que vai dar início a essa esperança é a própria parusia (numa linguagem mais sofisticada) ou o segundo advento de Cristo (numa linguagem mais simples). Eu acredito piamente, tranquilamente, alegremente, que Jesus “aparecerá segunda vez” (Hebreus 9.28), “com poder e grande glória” (Mateus 24.30), e que “todo olho o verá, até mesmo aqueles que o traspassaram e que todos os povos da terra se lamentarão [de tristeza] por causa dele” (Apocalipse 1.7).


nov 23 2010

Deus… irado?

“Por isso, quem crê no Filho tem a vida eterna; o que, todavia, se mantém rebelde contra o Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus” (Jo. 3:36).

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Deus, irado? Parece difícil entender que isso seja possível, tendo em vista que a Bíblia afirma que Deus é amor. Sei que muito já se escreveu sobre isso, e a ira de Deus é um ensino importante e enriquecedor. Mas, acerca desse tema, a primeira coisa necessária e básica a aprender é que a ira de Deus em nada se assemelha à ira dos homens. São de naturezas, substâncias, essências diferentes. Se eu pudesse dizer em poucas palavras a diferença que há entre a ira divina e a ira humana, eu iria primeiramente até Tiago para concluir que “a ira do homem não produz a justiça de Deus” (Tiago 1:20) e depois iria até Paulo para ver que “a ira de Deus é revelada do céu contra toda impiedade e injustiça dos homens” (Rm. 1:18). Partindo dessas duas afirmações, posso concluir que a ira divina é a ação de Deus executando Sua justiça, e por isso não se confunde com a ira humana. É a aplicação da justiça por mãos dAquele que tem pleno direito para isso.

Posso concluir isso também a partir de Romanos 3: 5, onde Paulo associa a ira de Deus à aplicação de Sua justiça: “Mas, se a nossa injustiça traz a lume a justiça de Deus, que diremos? Porventura, será Deus injusto por aplicar a sua ira?”. Quando Deus aplica sua ira, Ele está trazendo à lume sua justiça, de tal forma que esteja em perfeita consonância com sua bondade e amor.

Deus faz justiça. Diante da pergunta “não agirá com justiça o Juiz de toda a terra?” (Gn. 18:25), podemos  afirmar com toda certeza: Sim, Ele agirá com justiça. E todos aqueles que conhecem a Deus deveriam ter seus corações cheios de esperança ao ouvirem essa verdade, pois temos a promessa que diz “esperamos novos céus e nova terra, onde habita a justiça” (II Pe. 3:13), e  ali, o próprio Deus enxugará dos nossos olhos “toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram” (Ap. 21:4).

Em Cristo,

Anderson Paz

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nov 3 2010

A morte da Morte

Ontem, dia de finados, a @patigeiger postou em seu blog um texto intitulado “A morte vai morrer”, e que trazia em si as palavras de Paulo em I Co. 15:54. Esse texto me fez lembrar de um artigo publicado pela revista Ultimato, na edição de março/abril de 2000, intitulado “A morte da morte”. Transcrevo abaixo o artigo da Ultimato. Vale a pena ler e refletir.

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Fonte: Ultimato março/abril – 2000

Por Jair Cordeiro*

Agradeço sinceramente a todos que vieram ao meu sepultamento hoje pela manhã: parentes, companheiros de fé e amigos. Vocês foram muitos atenciosos comigo e com minha família. Deus os abençoe.

Aproveito a comoção do momento para dar testemunho da minha esperança em Cristo, meu Salvador e Senhor meu. Mantive, ampliei e preguei até ontem, dia da minha partida, uma fé simples e bem firmada no sacrifício vicário e na pessoa de Jesus Cristo. Dou graças a Deus porque Ele arrancou o véu e me deixou ver o Senhor por meio das Escrituras.

Agora quero fazer um convite muito solene. Convido-os para o enterro da morte. Não posso fornecer-lhes a data nem o horário, mas, suponho, não vai demorar muito. Ela está morrendo aos poucos. Não há como escapar.

Por favor, não coloquem luto nem roupas sérias. Venham o mais informal possível, com peças bem coloridas. Todos quantos conhecem música, tragam seus instrumentos de corda e de sopro. De percussão também. As cornetas serão muito bem-vindas. Façam alarde e muito barulho. Pulem, dancem, levantem as mãos para o alto, mexam-se à vontade. Em qualquer outro enterro, isso seria impossível. Mas, no enterro da morte, tudo é possível. É dia de festa e não de dor.

Ao convidá-los para o único enterro festivo da história, parto do pressuposto de que vocês também acreditam na morte da morte. Não tenham a menor dúvida: a morte vai morrer. Além de ser um fato absolutamente lógico sob a perspectiva cristã, está escrito: “O último inimigo a ser destruído é a morte” (1 Co 15.26). Desde que foi assunto aos céus e assentou-se à direita de Deus, Jesus Cristo está colocando debaixo de seus pés todos os poderes do mal. Em sua agenda, a morte da morte está em último lugar.

Não os convido para uma revanche contra a morte. Convido-os para a mais solene de todas as comemorações jamais realizadas. Hoje proclamamos pela fé: “Onde está, ó morte, a tua vitória? onde está, ó morte, o teu aguilhão?” (1 Co 15.55.) Amanhã, no cortejo festivo da morte, não será por fé, mas por olhos. A festa é indispensável. Lembrem-se de quantas vezes vocês vieram aos cemitérios deste mundo para sepultar, debaixo de muita dor e muitas lágrimas, o cônjuge de muitos anos ou o filhinho de poucos anos. Naquele tempo era a vez da morte. Por ocasião da morte da morte, será a nossa vez. Se vocês ainda têm alguma dúvida, leiam o que está registrado na penúltima página da Bíblia: “Não haverá mais morte, nem lamento, nem choro, nem dor, pois a antiga ordem já passou” (Ap 21.4).

Ah, já ia me esquecendo de fazer uma sugestão: cantem a quatro vozes no enterro da morte o grande coro Aleluia, do oratório O Messias, de George Frederico Handel, entoado pela primeira vez em 1742.

* Jair Cordeiro é nome fictício. Por enquanto, o autor prefere permanecer no anonimato. A seu pedido, o texto será distribuído no dia de seu enterro.


ago 16 2010

Tudo queimará

“Havendo, pois, de perecer todas estas coisas, que pessoas vos convém ser em santo trato, e piedade, Aguardando, e apressando-vos para a vinda do dia de Deus, em que os céus, em fogo se desfarão, e os elementos, ardendo, se fundirão? Mas nós, segundo a sua promessa, aguardamos novos céus e nova terra, em que habita a justiça”.

(II Pe. 3:11-13)

Via: Território 7

Caso a legenda não apareça automaticamente,

ative-a através do menu localizado no canto inferior direito do vídeo.

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