Por que eu acredito na Bíblia?
Fonte: Deus em debate
Via: Regozije em Cristo
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Amanhã, 31 de outubro, serão celebrados 492 da Reforma Protestante. O movimento, deflagrado pelo monge agostiniano Martinho Lutero a partir da cidade de Wittenberg, mudou o curso da história do cristianismo ocidental. Com uma pregação que chamava a Igreja ao retorno às Escrituras, trazia à tona as verdades bíblicas da salvação pela graça mediante a fé, em oposição à venda de indulgências por parte do clero católico-romano. Atualmente, há cerca de 600 milhões de pessoas que se declaram protestantes. Destes, cerca de 73 milhões se denominam luteranos.
Lutero sempre se opôs ao uso da designação “luterano” por parte daqueles que abraçaram a Reforma. Acerca disso, o reformador declarou: “Peço que se silencie acerca de meu nome e ninguém se denomine luterano, mas, sim, cristão. Quem é Lutero? A doutrina não é minha e não fui crucificado por ninguém… E como poderia ser que eu, um pobre saco de estrume, tivesse meu nome, o qual nenhuma salvação encerra, dado aos filhos de Cristo? Não deve ser assim, terminemos com esses nomes partidários e denominemo-nos cristãos, pois possuímos a doutrina de Cristo”.
Apesar da oposição de Lutero, seu nome passou a ser utilizado por uma parcela significativa de pessoas. Acerca disso, fico a pensar no seguinte: Se Lutero era contrário à designação de luteranos àqueles que aderiam à sua pregação, como ele reagiria se seu nome fosse usado por gente que é inimiga de sua fé?
Lutero era um homem que amava as Escrituras. Diante da dieta de Worms, declarou: “A menos que me convençam, pela Escritura ou por razões claras, de que estou errado, eu permaneço constrangido pelas Escrituras. Não posso nem quero me retratar, de vez que não é seguro nem correto agir contra a consciência”. A Bíblia se tornou sua regra de fé e de conduta. Em Lutero vê-se a afirmação do Sola Scriptura (somente a Escritura): “Qualquer ensinamento que não se enquadre nas Escrituras deve ser rejeitado, mesmo que faça chover milagres todos os dias”.
Lamentavelmente, essa fé não é compartilhada por
alguns grupos que se denominam luteranos, como a Igreja Evangélica Luterana dos EUA (ELCA) e a Igreja da Suécia. A primeira, em sua convenção realizada no mês de agosto, decidiu pela ordenação de homossexuais ao ministério [1]. A segunda, neste mês decidiu pela relização de casamentos entre pessoas do mesmo sexo [2]. Essas decisões não foram tomadas com base no Sola Scriptura, princípio tão precioso para Lutero. Pelo contrário, essas decisões foram tomadas devido à uma rejeição clara e explícita a todo o ensino bíblico sobre a sexualidade humana. Tudo isso são conseqüências do liberalismo teológico que tem sido abrigado por esses grupos, para os quais a Bíblia já não ocupa o lugar de regra de fé e prática.
Segundo Augustus Nicodemus Lopres [3], a ELCA, como outros grupos adeptos do liberalismo teológico, enxerga a Bíblia sob a seguinte ótica:
1) A Bíblia é o mais importante meio de Deus revelar seu ser e sua presença. Não é sua revelação exclusiva, uma vez que a ELCA é ecumênica e acredita que existe salvação em outras religiões.
2) A Bíblia contém a história da interação de Deus com os homens. Nada mais que isto. Ela não é a Palavra de Deus, mas o registro humano daquilo que os judeus e os cristãos acreditavam sobre Deus.
3) Como tal, este registro é falível e contém erros. Nele encontramos o reflexo dos preconceitos da época em que a Bíblia foi escrita. Este registro é por vezes contraditório internamente, pois os escritores da Bíblia registraram idéias diferentes e contraditórias sobre Deus, sua palavra, caminhos e vontade.
4) Quem pode dizer o que é certo ou errado dentro da Bíblia é a Igreja, a comunidade do Cristo. Este é o critério os luteranos americanos para aceitar ou rejeitar partes da Bíblia. Se alguma coisa edifica e leva a Cristo, então é de Deus. Se não, é coisa humana. E se perguntarmos qual o critério para decidirmos, por exemplo, que a homoafetividade edifica e leva à Cristo, a resposta será “aquilo que a Igreja decidir”.
5) Nos gêneros literários da Bíblia temos lendas de heroísmo e “estórias”, outro nome para mitos. Entre estes a ELCA certamente coloca o nascimento virginal de Jesus — assunto que ela declara estar aberto para discussão — e a ressurreição de Jesus, que para eles não é um fato da história.
Portanto, esses grupos, apesar de se denominarem luteranos
, pouco tem a ver com Lutero, para quem as Escrituras não eram simples literarura sobre Deus, mas a própria fonte de onde conhecemos toda a doutrina cristã. Hoje, precisamos cada vez mais reafirmar que temos na Bíblia nossa regra de fé e de conduta. Esse princípio tão caro à Lutero precisa ser recuperado.
Se esses grupos se denominam luteranos para afirmar que seguem o reformador alemão, tal atitude não corresponde à realidade. Contudo, se esse nome for usado apenas como uma mera referência à declaração do reformador de que não passava de “um pobre saco de estrume”, talvez essa utilização seja possível, já que assim disse o Senhor aos sacerdotes que desviam o povo do caminho: “espalharei esterco sobre os vossos rostos, o esterco das vossas festas solenes; e para junto deste sereis levados.” (Ml. 2:3).
Chegamos à nossa nova casa há pouco mais de três meses. Recentemente estive me lembrando do dia da nossa mudança, que foi marcante em pelo menos dois aspectos. Primeiramente pelo stress de toda mudança, mas também pela preocupação que me veio por pensar que havia perdido minha Bíblia.
Logo que comecei a arrumar minhas coisas, percebi que minha Bíblia havia desaparecido. Então comecei a revirar tudo para encontrá-la. Posso dizer que essa Bíblia tem um certo valor sentimental, pois nela tenho muitas anotações. Contudo, havia mais um motivo de peso para encontrá-la. Durante a mudança, eu havia deixado dentro da Bíblia um envelope com uma quantia em dinheiro para pagamento de algumas contas. Então, quando a Bíblia sumiu, a preocupação apareceu. Afinal, como eu pagaria minhas contas?
Comecei a revirar tudo. Me senti como a mulher que procurava a dracma perdida. Já era madrugada, e quem estava aqui em casa talvez tenha se supreendido ao ver meu empenho em achar uma Bíblia naquele horário. Só uma pessoa com muita fome da Palavra poderia estar fazendo aquilo.
Depois de procurar em quase todos os lugares, decidi dormir para que conseguisse acordar o mais cedo possível e ir à casa antiga, a fim de encontrar essa Bíblia lá. No dia seguinte, antes de sair, resolvi procurar mais uma vez. Então percebi que havia uma pequena caixa que eu ainda não havia aberto. Quando a abri, para minha alegria, lá estava a Bíblia. E para o meu alívio, lá estava o envelope.
Então, voltei ao quarto para dormir mais um pouco. Mas, assim que deitei, comecei a pensar sobre essa situação e a me perguntar se eu teria tal empenho em procurar a Bíblia apenas por ela mesma, já que Jesus nos disse: “Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela que subsiste para a vida eterna” (Jo. 6:27). E também declarou: “Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus” (Mt. 4:4).
Nas Escrituras temos um tesouro de inestimável valor. João nos diz, em seu Evangelho, que relatou a vida de Jesus para que creiamos que este é o Filho de Deus, e assim tenhamos vida (Jo. 20:31). Já quanto à sua 1ª epístola, ele a escreveu para sabermos que temos a vida eterna (I Jo. 5:13). O Evangelho de Lucas foi escrito para que seu leitor tivesse plena certeza das verdades em que havia sido instruído (Lc. 1:1-3). Paulo nos diz que, para nossa segurança não se cansava de escrever as mesmas coisas (Fp. 3:1).
São incalculáveis as riquezas que encontramos na Bíblia, pois ela “é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra (II Tm. 3:16,17). Pela paciência e consolação que nela há, temos esperança (Rm. 15:4).
Poderíamos citar aqui vários benefícios que recebemos por meio das Escrituras. Mas experimentá-los é bem melhor do que saber sobre eles.
Que experimentemos das palavras de Deus, a tal ponto que possamos dizer que elas “são mais desejáveis do que ouro, mais do que muito ouro depurado; e são mais doces do que o mel e o destilar dos favos. Além disso, por eles se admoesta o teu servo; em os guardar, há grande recompensa” (Sl. 19:10,11).
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Recentemente assisti ao vídeo “Não derperdice seu púlpito”, de John Piper. A mensagem que esse vídeo transmite aos pastores não só é de grande importância, como também necessária, principalmente numa época em que tantos pastores, seduzidos pelos modismos e tantas outras coisas, deixam de pregar os pensamentos de Deus e passam a pregar seus próprios pensamentos. O convite de Piper aos pastores é para que eles preguem a Palavra de Deus, que é poderosa para produzir fé nos corações.
Contudo, essa mensagem deve ser estendida a toda a Igreja, uma vez que cada cristão possui o dever de anunciar a Palavra de Deus, seja no púlpito ou em qualquer outro lugar. Afinal, temos uma palavra sobre nós que diz: “Habite, ricamente, em vós a palavra de Cristo; instruí-vos e aconselhai-vos mutuamente em toda a sabedoria…” (Cl. 3:16a).
Compartilhar a Palavra é um dever de todos. E a cada momento surgem oportunidades para compartilhá-la. A Bíblia não registra que Jesus tenha usado um púlpito para pregar, mas diz ensinou assentado num monte (Mt. 5:1), num barco (Marcos 4:1,2) e em muitos outros lugares. Na casa de Mateus, enquanto comia com pecadores, ensinou sobre misericórdia e arrependimento, além de responder perguntas sobre jejum (Mt. 9:9-17). Quando estava à mesa na casa de Simão, o fariseu, Jesus ensinou sobre perdão e amor a Deus (Lc. 7:6-50). Falou da Palavra durante uma caminhada com os discípulos em direção a Emaús (Lc. 24:13-32) e ensinou sobre o sábado enquanto colhia espigas pelas searas (Mt. 12:1-8). Depois de ter preparado um jantar para os discípulos, Jesus conversou com Pedro sobre sua missão de apascentar ovelhas (Jo. 21:9-18). Esses são apenas alguns exemplos do que Jesus ensinou, não de um púlpito ou numa reunião caseira de estudo bíblico, mas no seu dia-a-dia.
Jesus agia, em relação aos seus discípulos, da mesma forma que um pai deveria agir para com seus filhos: “Ponde, pois, estas minhas palavras no vosso coração e na vossa alma… Ensinai-as a vossos filhos, falando delas assentados em vossa casa, e andando pelo caminho, e deitando-vos, e levantando-vos” (Dt. 11:18,19).
Todas as vezes que dois cristãos se encontram, há espaço para que a Palavra seja compartilhada. Seja em casa, num restaurante, numa caminhada. Contudo, isso é determinado pelo quanto de Palavra existe nesses corações, e não pela separação de um momento específico destinado a isso. Afinal, Jesus disse:“O homem bom do bom tesouro do coração tira o bem, e o mau do mau tesouro tira o mal; porque a boca fala do que está cheio o coração” (Lc. 6:45).
Desejoso de viver essas coisas,
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Recomendo a leitura do texto abaixo, escrito por John Piper. Talvez você não aceite bem a expressão “seu câncer“, utilizada pelo autor, uma vez que Jesus levou sobre si as nossas enfermidades. Você pode não enxergar o câncer como uma bênção, como Piper enxerga. Mas o texto é riquíssimo e edificante. Vale a pena ler e pensar sobre isso.
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“Estou escrevendo este texto na véspera da cirurgia de câncer de próstata à qual eu serei submetido. Creio no poder de Deus para curar—por meio de um milagre e da medicina. Sei que é certo e bom orar pelos dois tipos de cura.
O câncer não é desperdiçado ao ser curado por Deus. Diante da cura, Deus receberá a glória. Então, não orar pela cura do câncer, fará alguém desperdiçar o seu câncer. Mas a cura não é o plano de Deus para todos e nem por isso ele deixará de ser glorificado, pois sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus.
Existem muitas outras formas de alguém desperdiçar seu câncer. Estou orando por mim e por você, para que não desperdicemos esta dor.
Não diga que Deus apenas usa nosso câncer, mas que não o planeja. O que Deus permite, ele o faz por uma razão. Por conseguinte, está razão é sua vontade.
Se Deus prevê desenvolvimentos moleculares tornando-se cancerígenos, ele pode deter isto ou não. Se não, ele tem um propósito. Por ser infinitamente sábio, é correto chamar este propósito de plano. Satanás é real e causa muitos prazeres e dores. Mas ele não é a causa última. Assim, quando ele atacou Jó com úlceras (Jó 2.7), Jó atribuiu-as a Deus (2.10), e o escritor inspirado concorda: “e o consolaram de todo o mal que o Senhor lhe havia enviado” (Jó 42.11). Se você não crê que seu câncer lhe foi planejado por Deus, você o desperdiçará.
“Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus” (Romanos 8.1). “Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós” (Gálatas 3.13). “Contra Jacó, pois, não há encantamento, nem adivinhação contra Israel” (Números 23.23). “Porquanto o Senhor Deus é sol e escudo; o Senhor dará graça e glória; não negará bem algum aos que andam na retidão.” (Salmos 84.11)
O plano de Deus em relação ao seu câncer não é treiná-lo no cálculo de chances racionalista e humano. O mundo consegue conforto em estatísticas. Os cristãos não. Aliás, nem devem. Alguns contam seus carros (porcentagens de sobrevivência) e outros contam seus cavalos (efeitos colaterais do tratamento), mas nós confiamos no nome do Senhor, nosso Deus (Salmos 20.7). O plano de Deus está claro em 2 Coríntios 1.9: “portanto já em nós mesmos tínhamos a sentença de morte, para que não confiássemos em nós, mas em Deus, que ressuscita os mortos”. O objetivo de Deus relativo ao seu câncer (entre várias outras coisas boas) é derrotar a autoconfiança em nosso coração para podermos descansar completamente nele.
Todos nós morreremos, caso Jesus não retorne em nossos dias. Não pensar sobre como seria deixar esta vida e encontrar Deus é tolice. Eclesiastes 7.2 diz: “Melhor é ir à casa onde há luto do que ir à casa onde há banquete; porque naquela se vê o fim de todos os homens, e os vivos o aplicam ao seu coração”. Como você pode aplicar esta verdade a seu coração se não pensa nela? O Salmos 90.12 diz: “Ensina-nos a contar os nossos dias de tal maneira que alcancemos corações sábios”. Contar seus dias significa pensar sobre quão poucos eles são e que terminarão. Como você conseguirá um coração sábio se você se recusa a pensar nisto? Que desperdício, caso não pensemos sobre a morte!

Os planos de Deus e os planos de Satanás para seu câncer não são os mesmos. Satanás deseja destruir seu amor por Cristo. Deus planeja aprofundá-lo. Da perspectiva do Reino, amarmos mais a Deus é mais importante do que sermos curados por ele. O câncer não vencerá se você morrer, apenas se você falhar em aproximar-se de Cristo. O plano de Deus para a sua vida é privá-lo do alimento do mundo e satisfazê-lo com a suficiência de Cristo. Isto tem o objetivo de ajudá-lo a dizer e a sentir: “tenho também como perda todas as coisas [inclusive a minha saúde e a minha vida!] pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor”. E saber, portanto, que “o viver é Cristo, e o morrer é lucro” (Filipenses 3.8; 1.21).
Não é errado ler sobre o câncer. Ignorância não é virtude. Mas, o desejo de saber mais e mais, e a falta de zelo pelo conhecimento contínuo de Deus é sintomático no incrédulo. Da perspectiva de Deus, o objetivo do câncer é acordar-nos para a realidade de Deus, colocar sensações e força no mandamento “Conheçamos, e prossigamos em conhecer ao Senhor” (Oséias 6.3), acordar-nos para a verdade de Daniel 11.32: “O povo que conhece ao seu Deus se tornará forte, e fará proezas”, tornar-nos carvalhos indestrutíveis e firmes: “antes tem seu prazer na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e noite. Pois será como a árvore plantada junto às correntes de águas, a qual dá o seu fruto na estação própria, e cuja folha não cai; e tudo quanto fizer prosperará.” (Salmos 1.2, 3). Que desperdício será lermos dia e noite sobre o câncer e nada a respeito de Deus!
Quando Epafrodito trouxe os presentes enviados pela igreja de Filipos para Paulo, ele ficou doente e quase morreu. Paulo diz aos filipenses: “porquanto ele tinha saudades de vós todos, e estava angustiado por terdes ouvido que estivera doente” (Filipenses 2.26). Que reação maravilhosa! Não diz que estavam angustiados porque Epafrodito estava doente, mas que ele estava angustiado porque os filipenses ouviram que ele estava doente. Este é o tipo de coração que Deus pretende criar com o câncer: o coração profundamente afetivo e preocupado com as pessoas. Não desperdice seu câncer voltando-se para si mesmo.
Paulo usa esta expressão para designar pessoas cujos entes queridos haviam morrido: “Não queremos, porém, irmãos, que sejais ignorantes acerca dos que já dormem, para que não vos entristeçais como os outros que não têm esperança” (1Tessalonicenses 4.13). Existe tristeza na morte. Mesmo para o crente que morre, há uma perda temporária—a perda do corpo, de entes queridos e do ministério terreno. Mas a tristeza é diferente—é permeada pela esperança: “desejamos antes estar ausentes deste corpo, para estarmos presentes com o Senhor” (2 Coríntios 5.8). Não desperdice seu câncer ficando triste como quem não tem esta esperança.
Seus pecados freqüentes permanecem tão atrativos quanto antes de você ter câncer? Se a resposta for afirmativa, então você está desperdiçando seu câncer. O câncer foi planejado para destruir o apetite pelo pecado. Orgulho, ganância, luxúria, ódio, falta de perdão, impaciência, preguiça, procrastinação—todos estes são adversários que o câncer deve atacar. Não pense apenas em lutar contra o câncer. Pense também em usá-lo. Todas estas coisas são piores que o câncer. Não desperdice o poder do câncer para esmagar estes adversários. Deixe a presença da eternidade tornar os pecados temporais tão fúteis como eles realmente são. “Pois, que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, e perder-se, ou prejudicar-se a si mesmo?” (Lucas 9.25).
Os cristãos nunca se encontram em determinado lugar por acidente. Existem razões para as quais somos levados onde estamos. Considere o que Jesus diz sobre circunstâncias inesperadas e dolorosas: “Mas antes de todas essas coisas vos hão de prender e perseguir, entregando-vos às sinagogas e aos cárceres, e conduzindo-vos à presença de reis e governadores, por causa do meu nome. Isso vos acontecerá para que deis testemunho” (Lucas 21.12-13). Assim também é com o câncer. Essa será uma oportunidade para testemunhar. Cristo é infinitamente digno. Aqui está uma oportunidade de ouro para mostrar que Jesus vale mais que a vida.
Não a desperdice o seu câncer. Lembre-se de que você não foi deixado sozinho; terá a ajuda necessária: “Meu Deus suprirá todas as vossas necessidades segundo as suas riquezas na glória em Cristo Jesus” (Filipenses 4.19).