
Afinal, a vida tem algum propósito? – Parte 7
Nosso tema até aqui foi a apresentação do que a Bíblia nos mostra sobre o propósito eterno de Deus. Constatamos que Deus quer reunir todas as coisas em Cristo, formando uma família de muitos filhos semelhantes a Jesus: a Igreja. Contudo, agora se faz necessário refletir se nossa prática corresponde ao que sabemos na teoria. Acerca disso, quero retomar aqui um trecho de um post que escrevi há três anos, “O que Deus quer da Igreja”:
“… será que nossa prática é coerente com o que sabemos? Será que nossos pensamentos sobre a Igreja se harmonizam com os pensamentos de Deus? Nestes últimos dias descobri uma forma de me avaliar quanto ao assunto, de saber se os meus pensamentos sobre a Igreja se harmonizam com os pensamentos de Deus, e se de fato a Igreja é minha família (pois é isto que Deus quer). Fiz essa auto-avaliação através de duas reflexões, e descobri que ainda preciso experimentar muito mais da Igreja como família. Sugiro que você faça a mesma auto-avaliação, porque com certeza fará bem a você, assim como fez para mim. Reflita nas seguintes perguntas:
1. Dedique algum tempo para pensar sobre a família ou pelo menos no que deveria ser uma família (já que muitas pessoas cresceram sem família ou em lares destruídos). Quando você pensa em uma família, quais são as primeiras imagens e lembranças que vêm à sua mente? Não falo de palavras, falo de imagens.
Talvez você lembre do carinho de seus pais, da companhia, amizade e brincadeiras com seus irmãos, do tempo que vocês passaram rindo e também chorando, dos conselhos e ensinos que seus pais te deram, da sala de estar ou da cozinha, daquele almoço especial e daquela sobremesa deliciosa, das festas de aniversário, de quando você tinha que arrumar a casa, das disciplinas e das correções dos seus pais, dos problemas que todas as famílias têm, mas que deveriam e devem ser resolvidos etc.. Enfim, são muitas as lembranças e imagens.
2. Agora, dedique um tempo para pensar sobre a Igreja. Quando você pensa na Igreja, que imagens vêm à sua mente? Talvez você pense em um templo, nos cultos, nas pregações, na música, no dia da tua conversão ou do teu batismo, na escola dominical, em reuniões tanto no templo como nas casas, reuniões de oração e de estudo bíblico, das células, de momentos de alegria nos quais você foi tocado por Deus etc..
Agora que você refletiu nas duas perguntas que fiz, tenho algo pra compartilhar: Nossa compreensão da Igreja como família só estará completa no dia em que a palavra Igreja e a palavra Família nos levarem a pensar nas mesmas coisas, pois Igreja é Família.
Nossos pensamentos estarão harmonizados com os pensamentos de Deus quando ao ouvirmos a palavra Igreja pensarmos no carinho dos irmãos, da companhia, amizade e brincadeiras, no tempo passado juntos rindo, chorando ou simplesmente conversando, dos conselhos, ensinos e da Palavra de Deus compartilhada (‘A palavra de Cristo habite em vós ricamente, em toda a sabedoria; ensinai-vos e admoestai-vos uns aos outros, com salmos, hinos e cânticos espirituais,louvando a Deus com gratidão em vossos corações’ – Cl. 3:16), da sala de estar ou da cozinha da casa dos irmãos ou de sua própria casa, daquele almoço especial e daquela sobremesa deliciosa (‘… comiam juntos com alegria e singeleza de coração’- At. 2:46), das festas (Afinal, a Bíblia fala sobre as festas de Amor), das repreensões e das disciplinas (sempre buscando a restauração), dos problemas que as vezes surgem, mas que precisam ser tratados com confissão, perdão e humildade etc… E tudo isso cercado de oração, da Palavra e da presença de Jesus, pois, afinal, onde há dois ou três reunidos em Seu nome, aí Ele está presente, não importando o lugar”.
Uma vez revelados de que Deus quer fazer de nós uma família de muitos filhos semelhantes a Jesus, abracemos esse propósito de todo o coração. Mergulhemos na vontade de Deus para nós, tendo a firme confiança de que Aquele que começou a boa obra em nós é fiel para completá-la até o dia de Cristo Jesus.
Nele,
Anderson Paz
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