mar 23 2012

Eles receberam dinheiro da igreja…

Devido às recorrentes notícias sobre pastores vivendo em extremo luxo e ostentação, em muita gente tem sido despertada uma justa indignação, pois veem nisso uma postura completamente oposta daquela que é esperada de um ministro do Evangelho.

Já em algumas ocasiões tenho visto pessoas que, motivadas pelo desejo de ver os pastores vivendo em simplicidade, afirmam que os verdadeiros pastores, aqueles que sinceramente cuidam das ovelhas, deveriam seguir o exemplo de Paulo, que não era sustentado pela igreja, mas que se auto-sustentava através da fabricação de tendas. Contudo, também tenho visto que essas pessoas, ainda que com boas intenções, não conseguem sustentar biblicamente essa afirmação. Vejamos pois o que Paulo fala sobre o seu sustento.

Na primeira carta aos Coríntios, Paulo fala sobre o seu sustento:

“Se entre vocês semeamos coisas espirituais, seria demais colhermos de vocês coisas materiais? Se outros têm direito de ser sustentados por vocês, não o temos nós ainda mais? Mas nós nunca usamos desse direito. Pelo contrário, suportamos tudo para não colocar obstáculo algum ao evangelho de Cristo” (I Co. 9:11,12).

Esse tem sido um texto usado para afirmar que os pastores não devem ser sustentados pela igreja. Contudo, nem todos dão a devida atenção para o que Paulo diz em II Coríntios 11:7-9:

“Será que cometi algum pecado ao humilhar-me a fim de elevá-los, pregando-lhes gratuitamente o evangelho de Deus? Despojei outras igrejas, recebendo delas sustento, a fim de servi-los. Quando estive entre vocês e passei por alguma necessidade, não fui um peso para ninguém; pois os irmãos, quando vieram da Macedônia, supriram aquilo de que eu necessitava. Fiz tudo para não ser pesado a vocês, e continuarei a agir assim”.

De fato, enquanto esteve em Corinto, Paulo não recebeu sustento daquela igreja. O livro de Atos registra que ao chegar em Corinto, Paulo conheceu Áquila e Priscila e, por serem do mesmo ofício, fabricantes de tenda, ficou com eles e trabalhava (At. 18:1-3). Contudo, logo em seguida o livro de Atos registra:

“Depois que Silas e Timóteo chegaram da Macedônia, Paulo se dedicou exclusivamente à pregação, testemunhando aos judeus que Jesus era o Cristo” (At. 18:5).

Ou seja, enquanto esteve em Corinto, Paulo passou por dois momentos: um em que dividia seu tempo entre fabricar tendas e pregar a Palavra (At. 18:1-3), e outro em que, por receber recursos vindos dos irmãos da Macedônia (At. 18:5; II Co. 11:7-9), se dedicou exclusivamente à pregação.

E porque Paulo não quis ser sustentado por Corinto? Ora, a igreja naquela cidade constantemente recebia a investida de falsos apóstolos, homens que corriam atrás do lucro, que buscavam benefícios financeiros. E era por isso que Paulo se recusava a receber dinheiro daquela igreja, para não terem do que falar dele (II Co. 11:3,19 e 20). Ele decidiu não receber qualquer retorno financeiro do seu serviço àquela comunidade local, enquanto outras comunidades decidiram honrar Paulo através do sustento. É como se o apóstolo estivesse dizendo o seguinte: “Fiz tendas e recebi sustento de outros irmãos, mas não de vocês, para que vocês jamais dissessem que meu serviço tinha por objetivo o lucro, embora eu tinha o direito se ser sustentado por vocês.”

Enquanto esteve em Tessalônica, Paulo também não recebeu sustento daquela igreja. Ele registra isso em suas duas cartas aos tessalonicenses (I Ts. 2:9; II Ts 3:7-9). Porém, ali Paulo também recebia sustento de outras igrejas (Fp. 4:15-18), e explica o porque não era sustentado pelos tessalonicenses:

“Pois vocês mesmos sabem como devem seguir o nosso exemplo, porque não vivemos ociosamente quando estivemos entre vocês, nem comemos coisa alguma à custa de ninguém. Pelo contrário, trabalhamos arduamente e com fadiga, dia e noite, para não sermos pesados a nenhum de vocês, não por que não tivéssemos tal direito, mas para que nos tornássemos um modelo para ser imitado por vocês” (II Ts. 3:7-9).

Como vemos, Paulo afirma que tinha direito de receber sustento dos tessalonicenses, mas abriu mão desse direito para ser exemplo para aqueles irmãos. Mas, fica uma pergunta: por ele queria dar exemplo aos tessalonicenses, ao não receber sustento dos mesmos, mas não se preocupou em dar o mesmo exemplo para os filipenses (Fp. 4 15-18), posto que estes lhe enviaram ofertas? Ora, o apóstolo relata em II Ts. 3:11,12 a razão pela qual comunidade de Tessalônica precisava daquele exemplo:

“Pois ouvimos que alguns de vocês estão ociosos; não trabalham, mas andam se intrometendo na vida alheia. A tais pessoas ordenamos e exortamos no Senhor Jesus Cristo que trabalhem tranquilamente e comam o seu próprio pão”.

Em Tessalônica havia muita gente preguiçosa, e para que ninguém tivesse a ousadia de dizer que Paulo não trabalhava, o apóstolo decide trabalhar em dobro: no serviço à igreja e no produção do seu próprio sustento.

A Igreja em Filipos era uma das que enviavam ofertas para Paulo. Em sua carta aos Filipenses, Paulo escreve o seguinte:

“Como vocês sabem, filipenses, nos seus primeiros dias no evangelho, quando parti da Macedônia, nenhuma igreja partilhou comigo no que se refere a dar e receber, exceto vocês; pois, estando eu em Tessalônica, vocês me mandaram ajuda, não apenas uma vez, mas duas, quando tive necessidade. Não que eu esteja procurando ofertas, mas o que pode ser creditado na conta de vocês” ( Fp. 4:15-17).

Se não enxergarmos como exceções as situações sobre o sustento financeiro de Paulo em Corinto e em Tessalônica, pensaremos que Paulo entra em contradição quando orienta o seguinte a Timóteo:

“Os presbíteros que lideram bem a igreja são dignos de dupla honra, especialmente aqueles cujo trabalho é a pregação e o ensino, pois a Escritura diz: ‘Não amordace o boi enquanto está debulhando o cereal’, e ‘o trabalhador merece o seu salário’ ” (I Tm. 5:17-18).

Voltando à I Coríntios 9, vemos Paulo dizendo o seguinte:

“… será que apenas eu e Barnabé não temos o direito de deixar de trabalhar para termos sustento? Quem serve como soldado às suas próprias custas? Quem planta uma vinha e não come do seu fruto? Quem apascenta um rebanho e não bebe do seu leite? Não digo isso do ponto de vista meramente humano; a Lei não diz a mesma coisa? [...]  Se entre vocês semeamos coisas espirituais, seria demais colhermos de vocês coisas materiais? [...] Vocês não sabem que aqueles que trabalham no templo alimentam-se das coisas do templo, e que os que servem diante do altar participam do que é oferecido no altar? Da mesma forma o Senhor ordenou àqueles que pregam o evangelho, que vivam do evangelho” (I Co. 9:6-14)

Em que ocasião o Senhor ordenou que aqueles que pregam o evangelho deveriam viver do evangelho? Ora, Jesus, ao enviar pela primeira vez seus discípulos a pregar, ordena o seguinte: “… comam e bebam o que lhes derem, pois o trabalhador merece o seu salário” (Lc. 10:7). Além disso, Lucas relata que havia um grupo de mulheres que serviam ao próprio Jesus com seus bens (Lc. 8:1-3).

Pelo que vemos, Jesus e seus os apóstolos recebiam ofertas daqueles a quem serviam. Não há problema algum nisso. Contudo, o pecado surge quando se trabalha para ganhar, ao invés de se ganhar por trabalhar. O problema é fazer do dinheiro o objetivo do serviço, no lugar de receber dinheiro por servir. A diferença é que no primeiro caso, o trabalho é motivado direcionado para obter dinheiro, enquanto que no segundo caso, o ministro simplesmente serve, e se vier a receber alguma coisas, isso é apenas uma consequência, e não uma condição para servir. Aliás, trata-se de uma consequência que pode vir ou não. Paulo chega a dizer:

“Alegro-me grandemente no Senhor, porque finalmente vocês renovaram o seu interesse por mim. De fato, vocês já se interessavam, mas não tinham oportunidade para demonstrá-lo. Não estou dizendo isso porque esteja necessitado, pois aprendi a adaptar-me a toda e qualquer circunstância. Sei o que é passar necessidade e sei o que é ter fartura. Aprendi o segredo de viver contente em toda e qualquer situação, seja bem alimentado, seja com fome, tendo muito, ou passando necessidade. Tudo posso naquele que me fortalece” (Fp. 4:10-13).

Por fim, é importante lembrar que precisamos olhar para Jesus, que é a referência de vida para todos nós, ovelhas ou pastores. Miremos a cada o exemplo daquela que veio para servir e não para ser servido.

Em Cristo,

Anderson Paz


ago 17 2010

Deus pode humilhar alguém?

Vale a pena conferir o texto abaixo, publicado pela revista Ultimato. Excelente reflexão, ainda que o termo “humilhação punitiva” nem sempre seja o mais adequado, posto que tanto no caso de Nabucodonosor como no caso do Egito, seria melhor a expressão “humilhação corretiva”.

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Humilhação preventiva e humilhação punitiva

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A humildade é uma virtude rara e difícil. A cultura que nos rodeia valoriza a soberba e não a humildade. Dá mais valor à roupa, ao nome, aos diplomas, aos anéis, ao dinheiro, ao “status” social, à pose, ao poder, à aparência, e não reconhece o valor da piedade, da santidade de vida e da modéstia cristã. O sucesso, os elogios e as palmas alvoroçam a vaidade latente e fazem a pessoa se esquecer de sua origem humilde e da ação da graça de Deus em sua vida. Daí a exortação várias vezes repetida: “Lembre que você foi escravo no Egito e que eu, o Senhor, seu Deus, o tirei de lá com a minha força e o meu poder” (Dt 5.15; 15.15; 24.22).

Além do mais, por sua natureza, a humildade tem de se alojar primeiro no íntimo para depois se exteriorizar. É uma virtude para Deus ver e não para os outros verem.
Pode parecer amargo, mas não há nada melhor para curar a falta de humildade do que a experiência da humilhação, que controla a altura da autoadmiração equivocada e exagerada. Em alguns casos, é o único tratamento que dá certo. Para curar a soberba do Egito e tornar o país “o mais humilde dos reinos” foram necessários quarenta anos de desolação e dispersão (Ez 29.1-16). Foi a humilhação do distúrbio mental que levou Nabucodonosor a passar algum tempo na companhia dos animais do campo, como se fosse um deles, que o curou. O tratamento só terminou quando ele aprendeu que Deus “pode humilhar aos que andam em soberba” (Dn 4.1-37).

Existe uma humilhação sem dor e outra muito dolorosa. A primeira é a humilhação “preventiva”. A própria pessoa se cuida continuamente, reconhecendo sua pequenez, sua fragilidade, suas limitações, sua dependência da misericórdia divina, da comunhão com Deus e dos exercícios devocionais (leitura proveitosa das Escrituras e prática da oração). Em seu segundo discurso a Israel à porta da terra prometida, Moisés fez a seguinte exortação: “Tomem cuidado para não ficarem orgulhosos e esquecerem o Senhor, nosso Deus, que os tirou do Egito, onde vocês eram escravos” (Dt 8.14, NTLH).

Já que a posição de Deus varia de acordo com a autoavaliação da pessoa (se ela é soberba, Deus se põe contra ela; se é humilde, Deus a trata com bondade), Pedro recomenda a humilhação preventiva: “Sejam humildes debaixo da poderosa mão de Deus para que ele os honre no tempo certo” (1Pe 5.6). No Sermão do Monte, Jesus dedica uma das bem-aventuranças à humildade — as pessoas humildes receberão o que Deus tem prometido (Mt 5.5). O espinho na carne de Paulo nunca foi castigo. Era um medicamento para cortar os riscos de uma eventual soberba (2Co 12.7).

A humilhação punitiva só acontece quando não existe a humilhação preventiva. É uma lei inflexível: “Quem se engrandece será humilhado” (Mt 23.12). Uma das frases mais sucintas e mais sábias sobre esse tipo de humilhação é da lavra de Salomão: “A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito, a queda” (Pv 16.18). A paráfrase da Bíblia Viva é mais dura: “A desgraça está um passo depois do orgulho; logo depois da vaidade vem a queda”.


jul 20 2010

“Nunca se rebaixe para nada nem ninguém” – Tem certeza disso?

Acabei de retornar à Curitiba e, ao verificar o Twitter, me deparei com a seguinte  declaração:

“Só digo uma coisa, nunca se rebaixe pra nada nem ninguém, vc é do tamanho que Deus diz que vc é. Humilhe-se diante de Deus somente!!!”.

Trata-se de um tweet que até o momento recebeu 39 retweets, e despertou minha atenção, fazendo com que eu voltasse minha reflexão às Escrituras. Nessa reflexão, pude perceber algumas situações interessantes que queria compartilhar com vocês.

A primeira delas diz respeito à escrava Hagar, que, após fugir de sua senhora, recebeu a seguinte direção do anjo do Senhor: “Volta para a tua senhora e humilha-te sob suas mãos” (Gn. 16:9). Podemos observar que, na situação de Hagar, o tweet acima mencionado apresenta uma direção completamente oposta àquela que havia sido dada por Deus.

Também foi interessante observar que o livro de Provérbios dá a seguinte orientação aos que ficam em maus lençóis por serem fiadores: “Faze pois isto agora, filho meu, e livra-te, já que caíste nas mãos do teu companheiro: vai, humilha-te, e importuna o teu companheiro” (Pv. 6:3). Para o autor do Provérbio, o tweet citado também não deveria ser aplicado.

Por fim, o que mais despertou minha atenção foi o contexto em que Jesus ensinou que quem se exaltar será humilhado, e quem se humilhar será exaltado. Antes de dizer isso, Jesus ensina: “quando fores convidado, vai tomar o último lugar; para que, quando vier o que te convidou, te diga: Amigo, senta-te mais para cima. Ser-te-á isto uma honra diante de todos os mais convivas. Pois todo o que se exalta será humilhado; e o que se humilha será exaltado” (Lc. 14:10,11). Jesus ralacionava diretamente  a auto-humilhação que Ele espera de nós com a forma como nos colocamos diante dos outros.

O tweet  a que me referi apresenta alguns perigos e equívocos, mas o que quero destacar aqui é o fato de que a recomendação “nunca se rebaixe pra nada nem ninguém” pode ofuscar nossa visão e nos impedir de enxergarmos mandamentos como “Nada façais por partidarismo ou vanglória, mas por humildade, considerando cada um os outros superiores a si mesmo” (Filipenses 2:3) e “Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros” (Romanos12:10). Portanto, devemos avaliar tudo à luz das Escrituras, para não cairmos no perigo do engano.

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mar 30 2010

Pensando um pouco mais sobre humildade… (2)

Já faz um bom tempo que o blog não tem sido atualizado. O retorno às aulas na faculdade e a monitoria na disciplina de História do Direito, além do trabalho com a rede de igrejas nos lares aqui em Curitiba, estão me obrigando a reorganizar meu tempo. E nessa reorganização, o blog tem sido altamente afetado. Mas, mesmo assim, as visitas ao blog permanecem constantes, e quero dizer aos leitores que pretendo retomar as atividades no blog em breve.

Por hora, quero apenas continuar tratando o tema do último post: Humildade. Esse tema tem marcado os primeiros meses de 2010.  Já foi tema de retiro do qual participei e até de pregação no casamento dos meus amigos Breno e Gisa (@breno_andrade).

Minha atenção tem sido chamada à essa virtude. E quero empregar minha vida em cultivá-la, afinal, para isso foi a convocação de Jesus em Mt.  11:29 – “aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração”.

Em minhas reflexões sobre a humildade tenho sido cercado de agradabilíssima companhia. Além do Franco (@francoamd7), que tem tocado no tema em praticamente todas as vezes que o vi durante este ano, também tenho tido a companhia de John Piper (vídeo do último post) e de Martyn Lloyd-Jones (1899-1981). Aliás, quero compartilhar hoje um texto de Lloyd-Jones.

Leia, medite, aprecie e aplique em seu cotidiano.

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Humilhe-se à vista de Deus

Fonte: blog Martyn Lloyd-Jones

A palavra hebraica «aviva» tem o sentido primário de «preservar», ou «manter vivo». O que Habacuque temia grandemente era que a Igreja estivesse sendo totalmente des truída. Daí orava: «Preserva-a, ó Deus, mantém-na viva, não permitas que ela seja derrotada». Entretanto, avivar não signi fica somente manter vivo ou preservar, mas também purificar e corrigir, despojar-se do mal. Este é sempre um acompa nhamento essencial, toda vez que Deus promove avivamento.

Na historia de cada reavivamento lemos sobre a ação de Deus, purificando e eliminando o pecado, a impureza e as coisas que estavam embaraçando a Sua causa. . . enquanto a Igreja está sendo preservada, purificada e corrigida, ao mesmo tempo está sendo preparada para a libertação^ O profeta olha para a calamidade que se aproxima, e diz: «Õ Senhor, ainda que devamos ser punidos, prepara-nos para a libertação que há de vir. Faze a todo o Teu povo digno das Tuas bênçãos». . .

O apelo final de Habacuque é deveras tocante (capítulo 3, versículo 2) — «na tua ira», diz ele, «lembra-te da miseri córdia» . . . Não pede a Deus que se lembre do Seu povo por causa de quaisquer méritos deles. . . A única coisa que ele faz é pedir a Deus que se lembre de Sua natureza e daquele outro lado do Seu santo Ser — a Sua misericórdia. E como se dissesse: «Tempera a ira com a misericórdia. Nada temos para dizer, exceto pedir-Te que ajas de acordo contigo mesmo, que em meio à ira tenhas piedade de nós».

Temos aqui a oração modelo para uma época desta..* Em todos os nossos «dias nacionais de oração», durante a última guerra, parecia haver a presunção de que nós estávamos certos e de que tudo que tínhamos a fazer era pedir a Deus que derrotasse os nossos inimigos que, só eles, estavam errados. Tinha-se a impressão que não havia lugar para ne nhuma humilhação veraz ou confissão de pecado. . .

A men sagem deste livro (Habacuque) é que, enquanto não nos humilharmos verdadeiramente. . . enquanto não nos encarar  mos a nós mesmos como somos aos olhos de Deus. . . não temos direito de procurar paz e felicidade. Enquanto o mundo não aprender estas poderosas lições da Palavra de Deus, não haverá esperança para ele.

From Fear to Faith, p. 64-6.


mar 18 2010

Pensando um pouco mais sobre humildade

Se Deus resiste aos soberbos e dá graça aos humildes (Tg. 4:6),

se os que se humilham serão exaltados (Mt. 23:12),

se dos humildes de espírito é o reino dos céus (Mt. 5:3),

e se os que aceitam glória uns dos outros não podem nem mesmo crer (Jo. 5:44),

deveríamos, portanto, empregar todo nosso empenho em cultivar a virtude da humildade.

Afinal, foi esse o convite que Jesus nos fez ao dizer: “aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração” (Mt. 11:29).

Por isso, quero compartilhar com vocês o vídeo abaixo, onde John Piper fala sobre humildade. Confira e reflita.

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