mar
8
2012
Há 11 dias os evangélicos brasileiros ficaram chocados com a notícia do brutal assassinato de Robinson Cavalcanti, bispo anglicano do Recife, e de sua esposa, Mirian Cotias Cavalcanti. O casal foi morto à facadas pelo próprio filho.
Muitos sites e blogs se ocuparam com a notícia, tentando dar explicações para um crime tão bárbaro. Contudo, um blog despertou minha atenção devido à forma como comunicou a tragédia. O blogueiro, que é opositor de certas posições teológicas e políticas defendidas por Robinson Cavalcanti, comunicou da seguinte forma o assassinato do bispo:
“Fundador do MEP (Movimento Evangélico Progressista), o maior movimento evangélico político esquerdista da história do Brasil, colunista da revista esquerdista Ultimato, candidato do PT: o trágico fim de um evangélico que não teve tempo ou disposição de desfazer os estragos que provocou na igreja evangélica brasileira”.
Logo em seguida o blogueiro simplesmente relata a notícia, sem fazer qualquer menção de pesar ou de lamento. Nenhuma sequer. E foi exatamente isso que despertou minha atenção. A notícia é dada destacando os supostos erros do Robinson Cavalcanti, mas sem nenhum nota de pesar. Ora, diante de uma situação que envolve duas mortes brutais, um jovem que destruiu seu futuro com um crime, uma família em ruínas, e a tristeza de uma grande número de cristãos, não seria o momento de praticar o mandamento de chorar com os que choram (Rm. 12:15)?
Até os amigos de Jó, mesmo acreditando que este sofria por ter cometido pecado, choraram ao ver sua dor, e permaneceram por por sete dias e sete noites sem dizer uma só palavra (Jó 2:11-13)
Temo que em muitas pessoas o desejo de “mostrar que tem razão” seja superior ao seu compromisso em expressar o caráter de Cristo. O orgulho de dizer “viu só, eu estou certo” leva uma pessoa a não se sensibilizar com a dor daquele que considera ser seu oponente. O orgulho, venenoso e mortal, esfria o coração, o endurece, e o afasta do amor de Deus.
Que Deus nos livre desse orgulho, e que possamos aprender de Jesus, que é manso e humilde de coração.
NEle,
Anderson Paz
4 comments | tags: assassinato, bispo, caráter, choro, coração, diocese anglicana do recife, dor, dureza, frieza, igreja anglicana, insensibilidade, Jesus Cristo, Jó, mep, missão integral, morte, Robinson Cavalcanti, socialismo, sofrimento, tragédia, Ultimato | posted in Anderson Paz, Vida Cristã
set
1
2011
Autor: Elben César
Fonte: Refeições Diárias Com o Sabor dos Salmos (Editora Ultimato)
“Quando escondes o rosto, entram em pânico; quando lhes retiras o fôlego, morrem e voltam ao pó″ (Sl 104.29).
A dependência de Deus é de suma importância. Deveria ser lembrada e levada a sério sempre. Não só quando todos os recursos falham. Não só quando todos os “jeitinhos” se tornam ineficientes. Não só quando todos os esconderijos desaparecem do mapa.
O salmista é muito categórico a esse respeito. Ele não tem a menor dúvida de que, quando Deus esconde o seu rosto, todos “entram em pânico” e, quando Deus retira deles o seu fôlego (ou quando lhes corta a respiração), todos “morrem e voltam ao pó” (Sl 104.29).
Não poderia ser de outra forma, tal a nossa dependência de Deus, pois “nele vivemos, nos movemos e existimos” (At 17.28). Jó estava tão certo de que a continuação de sua vida dependia exclusivamente de Deus que, quando quis morrer, desejou que Ele “soltasse a sua mão” e o suprimisse (Jó 6.9). Enquanto alguns não acreditam no controle pessoal de Deus sobre tudo e sobre todos, sobre a vida e sobre a morte, outros preferem fazer uso dessa verdade para terem a liberdade de suplicar: “Ó meu Deus, não me leves no meio dos meus dias”(Sl 102.24).
Sem o rosto de Deus voltado para nós há pânico e na ausência daquele seu sopro inicial (Gn 2.7) há morte. Na prática, não há muita diferença entre pânico e morte. Aquele elimina a iniciativa e esta elimina a vida.
Não se pode substituir a autoridade de Deus pela autoridade do destino. A autoridade de Deus não pára na morte. Já a autoridade do destino é fria e nada mais tem a oferecer depois da morte. É esta, e não aquela, que gera o pânico maior. Ela continua depois da morte.
no comments | tags: autoridade, dependência, Deus, fragilidade, fraqueza, morte, pânico, vida | posted in Vida Cristã
abr
29
2011
Autor: Jorge Himitian
Fonte: O Kerigma Apostólico
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“Tendo sido sepultados, juntamente com ele, no batismo, no qual igualmente fostes ressuscitados mediante a fé no poder de Deus que o ressuscitou dentre os mortos” (Cl. 2:12)
Estamos mortos com Cristo Jesus. Não temos porque pecar. O pecado já não tem poder sobre nossa vida. Fomos libertos pela morte de Jesus. A figura que Paulo usa em Romanos 6 é a figura de um amo e um escravo. Nela o amo é o pecado e o escravo somos nós. O pecado é representado por um amo muito malvado, dominador, tirano, que nos obriga a pecar compulsivamente. Antigamente um escravo não tinha possibilidade de ser liberado, não possuía recursos e nem dinheiro. O escravo só contava com uma saída para ser livre de seu amo: A morte. Um dia esse escravo morreu; e seu amo perdeu toda autoridade sobre ele. A morte foi sua libertação.
Nós não temos mais porque obedecer ao antigo amo: o pecado. Podemos equivocar-nos, o inimigo tenta enganar-nos, porém temos que agarrar-nos à Palavra de Deus e crermos na verdade. Declaremos ao pecado e a Satanás: “Estamos mortos com Cristo Jesus, estamos crucificados, já não vivemos mais para nós; Cristo vive em nós. Somos livres!
Estamos mortos para o pecado. A palavra morte significa ruptura definitiva de relações. Nós em Cristo rompemos definitivamente todo vínculo com o pecado e juntamente com Ele ressuscitamos.
Jorge Himitian
no comments | tags: crucificação, Jesus Cristo, Jorge Himitian, morte, nova criatura, novo homem, novo nascimento, pecado, ressurreição, velho homem | posted in Jorge Himitian, Vida Cristã