Consumistas de todos os tipos
É conhecidíssima a ilustração usada por Jesus sobre o homem prudente que construiu sua casa sobre a rocha, e o homem insensato que construiu sua casa sobre a areia (Mt. 7:24-27; Lc. 47-49). O primeiro permaneceu inabalável em meio à adversidade, enquanto que o fim do segundo foi a ruína.
Em geral, o “construir sobre a rocha” é compreendido como se aprofundar na verdade das Escrituras, ser fiel ao ensino bíblico, conhecer profundamente o ensino que sustenta a fé cristã. Portanto, ter um fundamento sólido seria ter uma teologia bíblica, correta, ortodoxa (reta doutrina). Essa parece ser a ideia que inspira o título do livro “Cave mais fundo”, escrito por Joshua Harris, cujo propósito é desafiar seus leitores a se aprofundarem nas doutrinas bíblicas, algo que é importantíssimo.
É preciso destacar que o ensino correto não é apenas importante. Ele é indispensável e elementar. Fidelidade às Escrituras é algo inegociável para um verdadeiro cristão. Precisamos de teologia correta. Como disse Jesus: “Errais por não conhecer as Escrituras…” (Mc. 12:24). Entretanto, ao prestarmos atenção na ilustração usada por Jesus, constataremos que ambos os construtores, o prudente e o insensato, tinham o ensino certo, a teologia correta. Os dois ouviam as palavras do próprio Jesus. O insensato não estava ouvindo doutrinas várias e estranhas. Ele era tão ortodoxo quanto o prudente. A diferença entre os dois não estava no ensino, mas na prática.
“Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras, e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha; E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e não caiu, porque estava edificada sobre a rocha. E aquele que ouve estas minhas palavras, e não as cumpre, compará-lo-ei ao homem insensato, que edificou a sua casa sobre a areia; E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e caiu, e foi grande a sua queda”.
Se aprofundar em conhecer o ensino correto, é apenas construir. O que determina o fundamento da construção, não é o ensino correto, mas a prática correta.
Em Cristo,
Diante da pergunta “você crê nos políticos?”, certamente a maior parcela da população responderá “não”. Contudo, ninguém responderia “não” à pergunta “você crê que os políticos existem?”. É claro que “crer nos políticos” não é a mesma coisa que “crer que eles existem”. Existe uma diferença entre “crer em” e “crer que”. Essa diferença é importante e deve sempre ser considerada, pois somos chamados a crer em Cristo, o que é muito mais do que apenascrer que certos fatos acerca dele são verdadeiros (como sua divindade, sua encarnação, sua morte e ressurreição).
Crer em alguém significa confiar, dar crédito à palavra de uma pessoa. Portanto, crer em Cristo significa depositar a confiança nEle. É ter a palavra de Jesus como tão digna de confiança que nossa obediência a ela é plena, irrestrita, incondicional. Portanto, não existe a possibilidade de separação entre crer Cristo e obedecê-lo. Quem crê, obedece. A fé se evidencia pelas obras (Tg. 2:18).
Partindo dessa perspectiva, poderemos compreender como que, apesar da salvação ser pela graça, mediante a fé (Ef. 2:8), a condenação se dá pela prática da iniquidade (Mt. 7:23). Ora, a verdadeira fé nos afasta do pecado, nos conduz à santidade, e nos mantém junto a Cristo. Se não há compromisso com a santidade, certamente existe falta de fé. Crer em Cristo é comprometer-se com Sua vontade. Quem não se comprometeu em obedecer à vontade de Cristo, nunca creu nEle de fato.
Portanto, se seu coração está cheio de fé, evidencie isso por meio das obras. Mas, se a sua fé está abalada, não tema em orar: “Creio, ajuda-me a vencer a minha incredulidade!”(Mc. 9:24). Alimente sua fé com a Palavra (Rm. 10:17), e a fortaleça nos relacionamentos em meio ao Corpo de Cristo (Hb. 3:13; 10:24,25)
Em Cristo,
Texto originalmente publicado no blog Conexão Eclésia
O amor de Cristo nos constrange a responder sim. Sentimos tanto amor fluindo da morte de Cristo para nós, que descobrimos nossa morte na morte d´Ele — nossa morte para todas as lealdades rivais. Somos tão dominados (“constrangidos”) pelo amor de Cristo, que o mundo desaparece, como que diante de olhos mortos. O futuro abre um amplo campo de amor.
Um cristão é uma pessoa que vive sob o constrangimento do amor de Cristo. O cristianismo não é meramente crer num conjunto de doutrinas a respeito do amor de Cristo. É uma experiência de ser constrangido por esse amor — passado, presente, futuro.
Veja como Charles Hodge expressou isso:
“Um cristão é alguém que reconhece a Jesus como o Cristo, o Filho do Deus vivo, como Deus manifestado em carne, que nos amou e morreu por nossa redenção. É também uma pessoa afetada por um senso do amor deste Deus encarnado, a ponto de ser constrangida a fazer da vontade de Cristo a norma de sua obediência e da glória de Cristo o grande alvo em favor do qual ela vive”.
Como não viver por Aquele que morreu nossa morte, para que vivamos por sua vida? Ser um cristão é ser constrangido pelo amor de Cristo.
- Extraído de Uma Vida Voltada para Deus, Ed. Fiel, p. 51.
Enviado para mim por meu amigo @Cristiano_Brum
Em conversa com o @Sandroamd7, comentávamos sobre como uma leitura parcial de Eclesiastes 3, orientada meramente pela beleza do texto (“Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu”), pode levar algumas pessoas a se acomodarem com certos tempos de sua vida, ignorando que há coisas que, segundo as Escrituras, sempre é tempo de fazer.
Embora haja tempo de esforço e tempo de descanso, na luta pela santidade todo tempo é tempo de vigilância: “Vigiai, pois, em todo o tempo” (Lc. 21:36)
Embora haja tempo de chorar e tempo de rir, todo tempo é tempo para louvar ao Senhor: “ Louvarei ao SENHOR em todo o tempo; o seu louvor estará continuamente na minha boca” (Sl. 34:1). E nunca é tempo de murmurar: “Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco” (I Ts. 5:18).
Embora haja tempo de buscar e tempo de perder, na busca por Deus todo tempo é tempo de orar: “Orando em todo o tempo com toda a oração e súplica no Espírito” (Ef. 6:18).
Embora haja tempo de certezas e tempo de indefinições, todo tempo é tempo de confiar em Deus: “Confiai nele, ó povo, em todos os tempos; derramai perante ele o vosso coração. Deus é o nosso refúgio” (Sl. 62:8)
Embora haja o tempo certo de dar fruto (Sl. 1:3), todo tempo é tempo de semear o bem, sem desfalecer: “E não nos cansemos de fazer bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não houvermos desfalecido” (Gl. 6:9)
Embora haja tempo de falar e tempo de calar, a Palavra de Deus deve ser pregada em tempo e fora de tempo: “Que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina” (II Tm. 4:2)
Estejamos atentos para nunca deixarmos que as circunstâncias embacem nossa visão e afetem os nossos corações a ponto de deixarmos de fazer o que devemos cumprir em todo tempo.
Em Cristo,
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