nov 8 2011

E quando os recursos se esgotam?

Para qualquer cristão é no mínimo estranho, para não dizer insensato ou equivocado, orar a Deus pedindo: “Senhor, me faça rico!”. Quem faz uma oração dessas talvez esteja ignorando que Jesus nos ensina a orar pedindo ao Pai apenas o pão necessário para cada dia (Mt. 6:11) e faz sérias advertências aos ricos (Lc. 18: 25).

Contudo, também pode parece estranho (ainda que em menor grau) que alguém ore: “Senhor, não me faça rico!”, pois afinal, Deus, em sua soberania, pode distribuir riquezas e honra (I Cr. 29:12; Ec. 6:2), e Paulo apresenta mandamentos específicos aos ricos tementes a Deus, como o de serem em tudo generosos (I Tm. 6:18). Sendo assim, o que faz alguém orar como Agur, que pediu a Deus: “não me dês nem a pobreza nem a riqueza; mantém-me do pão da minha porção de costume” (Pv. 30:8).

É necessário observar que Agur segue sua oração explicando a razão de seu pedido: “Para que, porventura, estando farto não te negue, e venha a dizer: Quem é o SENHOR? ou que, empobrecendo, não venha a furtar, e tome o nome de Deus em vão” (Pv. 30:9). É muito interessante conhecer os motivos que levaram a Agur a pedir: “Senhor, não me faça rico!”. Não há pecado algum em ser rico, mas Agur conhecia sua própria debilidade: a de buscar a Deus apenas quando todos os recursos se esgotam. Ele sabia que, enquanto as tivesse, seu coração confiaria nas riquezas, e não no Senhor.

Aliás, essa é uma chaga comum aos corações de todos os homens: a de lembrar-se de Deus apenas quanto todos os recursos para a solução dos problemas se esgotam. Confiamos com mais facilidade nas riquezas (Sl. 52:7), nos príncipes (Sl. 118:9), nos médicos (IiI Cr. 16:12) e na nossa própria força (Jr. 17:5)  do que em Deus. É é por isso que Deus, em muitas ocasiões, nos conduz ao esgotamento dos recursos, à falência dos métodos humanos, ao deserto, para que aprendamos o quanto precisamos dEle (Dt. 8:3).

Na verdade, Ele não é o último recurso para a solução dos problemas, mas é TUDO o que precisamos em toda em qualquer circunstância. Por isso, mais do que buscá-lo para a solução de problemas, temos que sempre buscar Sua vontade, para que caminhemos nela. Como nos ensinou Jesus: “Busquem, pois, em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas lhes serão acrescentadas” (Mt. 6:33).

Portanto, abrace de todo coração a vontade de Deus para a sua vida.

Em Cristo,

Anderson Paz

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out 20 2011

Canal para ouvir Deus

O livro de Atos, em seu capítulo 13, registra que na Igreja em Antioquia havia profetas e mestres e que, enquanto esses homens serviam ao Senhor e jejuavam, disse o Espírito Santo: “Separem-me Barnabé e Saulo para a obra a que os tenho chamado”. Então, depois de ouvirem a direção do Espírito, eles, com orações e jejum, enviaram a Paulo e Barnabé (At. 13:1-3).

Esse relato, apesar de curto e simples, tem muito a nos ensinar. E o que mais se destaca para mim é o fato de que o Espírito Santo falou enquanto aqueles homens serviam a Deus. A oração não foi algo que surgiu para atender uma necessidade nova que havia surgido, ou para buscar a solução de um problema que se apresentava. O texto simplesmente diz que, enquanto eles serviam ao Senhor e jejuavam, disse o Espírito Santo.

A oração não pode ser algo que surge apenas diante de uma necessidade específica, ou para se buscar a solução de um problema. Antes, a oração deve fazer parte de nosso cotidiano. Muito do que Deus quer nos falar, nos ensinar, só nos alcançará se mantivermos uma vida de oração, pois ela nos faz sensíveis à voz de Deus.

Com certeza Deus tem muito a nos dizer. É Ele mesmo quem promete: “Eu o instruirei e o ensinarei no caminho que você deve seguir” (Sl. 32:28).Contudo, precisamos ser encontrados na postura de quem busca ouvir Deus: orando.

Em Cristo,

Anderson Paz

* Publicado originalmente no blog Conexão Eclésia


ago 27 2011

Quando Deus está com alguém…

“O SENHOR nosso Deus seja conosco, como foi com nossos pais; não nos desampare, e não nos deixe. Inclinando a si o nosso coração, para andar em todos os seus caminhos, e para guardar os seus mandamentos, e os seus estatutos, e os seus juízos que ordenou a nossos pais”

(I Rs. 8:57,58)

Ao inaugurar o templo em Jerusalém, o rei Salomão, entre os muitos pedidos que faz em sua oração, pede também que o Senhor não deixe nem desampare a Israel. Pedidos como “não nos deixe” e “não nos desampare”, nos lábios de muitas pessoas poderiam vir acompanhados dos pedidos “e nos dê vitória”, “nos dê a paz”, “nos dê segurança” ou ainda “nos dê prosperidade”. Contudo, é muito interessante observar que Salomão prossegue em sua oração pelo amparo de Deus com o pedido “Inclinando a si o nosso coração, para andar em todos os seus caminhos, e para guardar os seus mandamentos”.

Não é errado pedir a Deus a vitória, a paz, a segurança e a prosperidade. Todavia, essas coisas não são sinais evidentes de que Deus está com alguém. Devemos sempre lembrar que a mais clara, inegável e inconfundível evidência da presença de Deus na vida de alguém é o fato de tal pessoa ter o seu coração inclinado ao próprio Deus, guardando os Seus mandamentos.

Nossa obediência a Deus é gerada pela presença dEle em nós. É Ele que efetua em nós tanto o querer quanto o realizar, de acordo com a sua boa vontade (Fp. 2:13). Ele nos dá coração novo e espírito novo, para observarmos Sua Palavra (Ez. 36:26,27). Ele nos concede o arrependimento para a vida (At. 11:18),  e também o crer nEle (Fp. 1:29).

Portanto, que nossa busca em oração continue sendo: “Senhor, incline para Ti mesmo os nosso corações”. Afinal, tudo o que pedimos segundo a vontade de Deus, temos a certeza de Ele nos ouve (I Jo.  5:14).

Em Cristo,

Anderson Paz


abr 12 2011

Caminho para a alegria



Ao ler as Escrituras posso ter convicção de que Deus quer me fazer feliz, Ele quer me ver alegre. Essa certeza decorre da leitura das muitas bem-aventuranças mencionadas ao longo da Bíblia, bem como também de afirmações claras como a de que a alegria é fruto do Espírito (Gl. 5:22), devemos servir a Deus com alegria (Sl. 100:2), alegrar-se sempre no Senhor é um mandamento (Fp. 4:4), e que podemos pedir alegria a Deus (Sl. 51:12). Com isso não estou afirmando que o objetivo principal de Deus é alegrar o homem, pois a Bíblia é clara ao dizer que o Senhor faz tudo para o louvor da Sua própria glória. Mas, Deus quer nos fazer felizes e alegres NEle, pois isso resulta em glória ao Seu Nome. O salmista já havia percebido isso quando orou: “Satisfaze-nos pela manhã com o teu amor leal, e todos os nossos dias cantaremos felizes” (Sl. 90:14).

Talvez pareça estranho o mandamento “Alegrai-vos”. A alegria é simples de ser produzida? Ora, o mandamento parece estranho se não compreendermos que ele traz consigo alguns passos práticos a serem tomados. Há um caminho para a alegria. Um exemplo, entre outros, de passo prático no caminho para a alegria está em João 16:24 – “Até agora vocês não pediram nada em meu nome. Peçam e receberão, para que a alegria de vocês seja completa”. Sem sombra de dúvida, Jesus quer nos alegrar por meio das respostas às nossas orações. E quer que nossa alegria seja completa, plena. Contudo, o Senhor também deixa claro que respostas às nossas orações exigem perseverança, pois Ele mesmo nos ensina sobre o dever de orar sempre, sem jamais esmorecer (Lc. 18:1-8), e também nos diz: “Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á” (Lc. 11:9).

Uma das razões de não experimentarmos a alegria que Deus tem para nós, está no fato de não darmos os passos necessários no caminho para a alegria. Muitas vezes esses passos exigirão de nós esforço, empenho, dedicação, perseverança. Contudo, sempre é bom lembrar que “aqueles que semeiam com lágrimas, com cantos de alegria colherão”. (Sl. 126:5)

Em Cristo,

Anderson Paz

*Texto originalmente escrito para o blog Conexão Eclésia.

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jan 27 2011

O que faço se não tenho a alegria que deveria ter?

Por John Piper

Fonte: Canal Vem Ver tv


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