Fazer o certo com o que deu errado
“Deus não leva em conta o tempo de ignorância”. Tal afirmação é muito conhecida e usualmente citada para se referir à graça de Deus em perdoar o nosso passado. Contudo, nem todos conhecem o versículo de onde essa afirmação é extraída. E isso faz alguma diferença? Sim, TODA! Afinal, o texto nos revela a forma com que Deus decide não levar em conta o tempo da nossa ignorância.
“Mas Deus, não tendo em conta os tempos da ignorância, anuncia agora a todos os homens, e em todo o lugar, que se arrependam” (At. 17:30).
Sempre é importante lembrar que todos pecaram (Rm. 3:23), que “não há um justo, nenhum sequer, não há quem entenda, não há quem busque a Deus; todos se extraviaram, à uma se fizeram inúteis” (Rm. 3:10-12). Portanto, Deus não tem dívida alguma conosco, e não seria injusto se deixasse toda a raça humana perecer. Mas, ao decidir não levar em conta o tempo do nossa ignorância, Ele nos convoca ao arrependimento.
Só compreenderemos a beleza da graça quando reconhecermos que Deus não tem obrigação alguma para conosco. Ele não tem dever algum de nos dar uma chance de arrependimento. Se não nos desse chance alguma, ainda sim Ele estaria sendo justo! Mas Ele, por graça e amor, decide não levar em conta o tempo de ignorância, e nos oferece a oportunidade de nos arrependermos desse passado.
O chamado ao arrependimento é uma oferta da livre graça de Deus. Apesar do nosso passado, Ele ainda é gracioso ao nos chamar à mudança de mente e de atitude. E o verdadeiro arrependimento traz consigo os seus frutos (Mt. 3:8; Lc. 3:8). Arrependimento que não gera frutos é falso. Zaqueu, ao se arrepender, deu frutos pois decidiu não mais usufruir dos bens que havia adquirido pelo pecado. Ele decidiu devolver tudo o que havia roubado. As multidões que atendiam ao chamado de João Batista, não ficavam caladas quanto ao seus pecados passados, com a desculpa de que Deus não leva em conta o tempo de ignorância. Pelo contrário, eles vinham a até João para serem batizados, confessando seus pecados (Mt. 3:6; Mc. 1:5).
Ao desconsiderar o nosso tempo de ignorância , Deus não nos isenta de respondermos pelos erros e danos que causamos a outras pessoas. Não! Quando Ele nos chama ao arrependimento, Ele está demonstrando sua graça e nos dá a oportunidade de repararmos esses erros e danos.
Portanto, se você fez mal a alguém, mentiu ou causou qualquer espécie de dano, não despreze a oportunidade que Deus te dá para se arrepender e produzir frutos.
Em Cristo,
Fonte: Adaptado do Módulo I para novos discípulos
Via: Conexão Eclésia
O pecado não apenas faz separação entre o homem e Deus, como também faz separação entre os homens. O ódio, o egoísmo, a vingança, a amargura, a inveja e as agressões (verbais ou físicas) encontram sua origem no coração contaminado pelo pecado. Porém, uma vez que o nosso relacionamento com Deus foi restaurado, os nossos relacionamentos com outras pessoas também devem tomar o rumo da restauração. Hoje temos paz com Deus (Rm. 5:1), e também devemos buscar a paz com todos os homens. “Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hb. 12:14).
Diante desses mandamentos, surgem perguntas como: “até que ponto depende de mim o ter paz com todos?” ou “e o que fazer quando há erros do passado a serem consertados?”. Quando olhamos para as Escrituras, veremos que ao nosso alcance está o perdoar quem nos ofendeu, e também o reparar o dano que causamos a outrem. A restituição é o caminho que devemos tomar quando erramos com alguém.
Deus é justo. E a justiça é a virtude de dar a cada um o que é seu por direito. Como filhos de Deus, possuímos sua natureza (Ef. 5:1), portanto, precisamos de atitudes práticas em relação aos erros cometidos. Devemos pedir perdão, devolver o roubado, pagar a dívida, reparar o dano causado, restituir a honra, esclarecer a mentira etc.. É preciso assumir com responsabilidade as consequências do nosso pecado.
A Bíblia nos relata o caso de Zaqueu (Lc. 19:1-9). Ele era um cobrador de impostos que, ao ter um encontro com Jesus, tomou a decisão de devolver quatro vezes mais de tudo o que havia roubado. Ao ver essa atitude, Jesus afirmou que havia chegado salvação na casa de Zaqueu. A presença de Jesus na vida daquele homem produziu disposição para restaurar caminhos, sem se importar com as consequências (vergonha, rejeição, medo etc.). Um verdadeiro encontro com Jesus nos faz restituir aquilo que tomamos de outra pessoa, consertar o que foi feito errado, confessar o nosso pecado àquela pessoa contra quem pecamos.
Hoje Jesus não é apenas um hóspede na sua casa, mas Ele é o Senhor da sua vida. E você está unido a Ele. Portanto, o mesmo Jesus que produziu disposição em Zaqueu para consertar as coisas do passado, já te deu força e disposição, através do Espírito Santo, para que você dê passos de restauração. Tão somente creia e obedeça.
Autor: Jorge Oliveira“Foi em Cristo, e particularmente na Cruz do Calvário, que se cumpriu a profecia do Salmo 85:10 “A misericórdia e a verdade se encontraram; a justiça e a paz se beijaram.” É fundamental entender que em Deus há um santo e justo equilíbrio entre a sua bondade e a sua severidade (Romanos 11:22). Deus não é mais amor do que justiça – os seus santos atributos são e estão plenamente ajustados em completa perfeição e harmonia. Deus é o único que sabe efectuar a misericórdia e a paz com verdade e justiça. Precisamos deste beijo sacrossanto do Pai para sermos perdoados e resgatados”.
Pensei que a série “Como é fácil complicar…” já havia terminado. Contudo, eu não deveria ter subestimado a capacidade humana de complicar as coisas simples do Evangelho. A criatividade para complicar sempre se mostra viva.
Acabei de ler um texto em que o autor respondia à pergunta sobre a diferença entre o Evangelho da Graça e o Evangelho do Reino. No texto, o autor afirma que Evangelho da Graça é o pregado pelos cristãos hoje, que não deve ser confundido com o Evangelho do Reino, o qual será pregado a chamada Grande Tribulação. Ora, fiquei a me perguntar: De que lugar da Bíblia essa diferença saiu? Pergunto isso pois, quando olho para as Escrituras, vejo claramente que o Evangelho da Graça e o Evangelho do Reino são a mesma coisa.
É um maravilhoso favor imerecido (Graça) saber que fomos transportados do império das trevas para o Reino do Filho de Deus. As Boas Notícias (Evangelho) da Graça são as Boas Notícias do Reino de Deus. E essa é a proclamação de Paulo em Cl. 1:13-14:
“Pois ele nos resgatou do domínio das trevas e nos transportou para o Reino do seu Filho amado, em quem temos a redenção, a saber, o perdão dos pecados”.
O Reino de Deus é onde a vontade de Deus é feita. É por isso que oramos “venha o teu Reino; seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu” (Mt. 6:10). Assim como no céu a vontade de Deus é feita de modo pleno e absoluto, ela também deve ser feita aqui.
É importante lembrar que éramos inimigos de Deus (Rm. 5:10), filhos da ira e da desobediência (Ef. 5:1-3), rebeldes contra o Reino de Deus. Contudo, apesar de sermos uma facção rebelde, Deus nos oferece uma condição de paz, através de Jesus. O castigo que nos traz a paz estava sobre Ele (Is. 53:5), e pela fé nEle temos paz com Deus (Rm. 5:1). E a única possibilidade de nos reconciliarmos com Deus, recebendo a obra de Jesus na cruz, é nos rendendo incondicionalmente ao Seu Reino.
É por tudo isso que Jesus pregava “arrependei-vos porque é chegado o Reino de Deus”, e enviou seus discípulos a pregarem “o arrependimento para perdão de pecados a todas as nações” (Lc. 24:47). O Senhor nos convoca a deixarmos o estado de rebelião ao nos render ao Reino. Isso é arrependimento.
O Evangelho é simples. Graça é poder estar no Reino de Deus. Como é bom saber que o Pai, em Seu Filho Jesus, me apresenta a possibilidade de me arrepender, rendendo-me ao Seu Reino, à Sua vontade. Que maravilhosa graça! É por ela que sou salvo.
Em Cristo,
Série ‘Como é fácil complicar o que é simples’: - Como é fácil complicar o que é simples (1) - Como é fácil complicar o que é simples (2) - Como é fácil complicar o que é simples (3) - Como é fácil complicar o que é simples (4)