jun 8 2011

Afinal, a vida tem algum propósito? – Parte 8

Afinal, a vida tem algum propósito? – Parte 7

Nosso tema até aqui foi a apresentação do que a Bíblia nos mostra sobre o propósito eterno de Deus. Constatamos que Deus quer reunir todas as coisas em Cristo, formando uma família de muitos filhos semelhantes a Jesus: a Igreja. Contudo, agora se faz necessário refletir se nossa prática corresponde ao que sabemos na teoria. Acerca disso, quero retomar aqui um trecho de um post que escrevi há três anos, “O que Deus quer da Igreja”:

“…  será que nossa prática é coerente com o que sabemos? Será que nossos pensamentos sobre a Igreja se harmonizam com os pensamentos de Deus? Nestes últimos dias descobri uma forma de me avaliar quanto ao assunto, de saber se os meus pensamentos sobre a Igreja se harmonizam com os pensamentos de Deus, e se de fato a Igreja é minha família (pois é isto que Deus quer). Fiz essa auto-avaliação através de duas reflexões, e descobri que ainda preciso experimentar muito mais da Igreja como família. Sugiro que você faça a mesma auto-avaliação, porque com certeza fará bem a você, assim como fez para mim. Reflita nas seguintes perguntas:

1. Dedique algum tempo para pensar sobre a família ou pelo menos no que deveria ser uma família (já que muitas pessoas cresceram sem família ou em lares destruídos). Quando você pensa em uma família, quais são as primeiras imagens e lembranças que vêm à sua mente? Não falo de palavras, falo de imagens.

Talvez você lembre do carinho de seus pais, da companhia, amizade e brincadeiras com seus irmãos, do tempo que vocês passaram rindo e também chorando, dos conselhos e ensinos que seus pais te deram, da sala de estar ou da cozinha, daquele almoço especial e daquela sobremesa deliciosa, das festas de aniversário, de quando você tinha que arrumar a casa, das disciplinas e das correções dos seus pais, dos problemas que todas as famílias têm, mas que deveriam e devem ser resolvidos etc.. Enfim, são muitas as lembranças e imagens.

2. Agora, dedique um tempo para pensar sobre a Igreja. Quando você pensa na Igreja, que imagens vêm à sua mente? Talvez você pense em um templo, nos cultos, nas pregações, na música, no dia da tua conversão ou do teu batismo, na escola dominical, em reuniões tanto no templo como nas casas, reuniões de oração e de estudo bíblico, das células, de momentos de alegria nos quais você foi tocado por Deus etc..

Agora que você refletiu nas duas perguntas que fiz, tenho algo pra compartilhar: Nossa compreensão da Igreja como família só estará completa no dia em que a palavra Igreja e a palavra Família nos levarem a pensar nas mesmas coisas, pois Igreja é Família.

Nossos pensamentos estarão harmonizados com os pensamentos de Deus quando ao ouvirmos a palavra Igreja pensarmos no carinho dos irmãos, da companhia, amizade e brincadeiras, no tempo passado juntos rindo, chorando ou simplesmente conversando, dos conselhos, ensinos e da Palavra de Deus compartilhada (‘A palavra de Cristo habite em vós ricamente, em toda a sabedoria; ensinai-vos e admoestai-vos uns aos outros, com salmos, hinos e cânticos espirituais,louvando a Deus com gratidão em vossos corações’ – Cl. 3:16), da sala de estar ou da cozinha da casa dos irmãos ou de sua própria casa, daquele almoço especial e daquela sobremesa deliciosa (‘… comiam juntos com alegria e singeleza de coração’- At. 2:46), das festas (Afinal, a Bíblia fala sobre as festas de Amor), das repreensões e das disciplinas (sempre buscando a restauração), dos problemas que as vezes surgem, mas que precisam ser tratados com confissão, perdão e humildade etc… E tudo isso cercado de oração, da Palavra e da presença de Jesus, pois, afinal, onde há dois ou três reunidos em Seu nome, aí Ele está presente, não importando o lugar”.

Uma vez revelados de que Deus quer fazer de nós uma família de muitos filhos semelhantes a Jesus, abracemos esse propósito de todo o coração. Mergulhemos na vontade de Deus para nós, tendo a firme confiança de que Aquele que começou a boa obra em nós é fiel para completá-la até o dia de Cristo Jesus.

Nele,

Anderson Paz

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jun 7 2011

Afinal, a vida tem algum propósito? – Parte 7

Afinal, a vida tem algum propósito? – Parte 6

Ao longo de mais de três anos de atividades neste blog, a Igreja tem estado entre os principais temas tratados aqui. E não poderia deixar de ser, pois a cada tempo que passa tenho me maravilhado mais com o Propósito Eterno de Deus: ter uma família de muitos filhos semelhantes a Jesus. Contudo, sei que nem todos são tomados pelo mesmo sentimento que tenho quando ouço a palavra Igreja. Para muitos, Igreja é sinônimo de dor, feridas, tristezas, incoerências etc.. Sei que a experiência de muitas pessoas não foi realmente boa. Mas, quando olho para o que Escrituras dizem sobre a Igreja, quando vejo que Ela está a caminho de sua plena realização, e que nesse caminho há muito trabalho para cada um de nós, meu ânimo é renovado. Desejo ser movido pela mesma motivação de Paulo: “Agora me alegro em meus sofrimentos por vocês, e completo no meu corpo o que resta das aflições de Cristo, em favor do seu corpo, que é a igreja” (Cl. 1:24).

Quero retomar aqui parte do que escrevi em um post antigo, intitulado Marcianos, venusianos e a Igreja:

“A Igreja está a caminho desse propósito. Jesus disse que a edificaria, e isso quer dizer que a obra ainda não está completa. Paulo disse que estava trabalhando para apresentar a Igreja como uma virgem pura a Cristo (2 Coríntios 11:2) e todo homem perfeito em Cristo Jesus (Colossenses 1:27,28)

Ao pensar sobre a Igreja (e não as igrejas-instituições), vejo que dentre as coisas que existem sobre a Terra, ela é o que existe de mais precioso. Afinal, ela é a família do Pai, e por isso não pode ser tocada pelo maligno (I João 5:18) e nem é vencida pelo mundo (I João 5:4). Do Filho, ela é o Corpo. Portanto, existe uma união tão grande entre Cristo e a Igreja, que Paulo, quando perseguia a Igreja, estava perseguindo o próprio Senhor (Atos 9:4). Receber a Igreja em sua casa, é receber o próprio Senhor (“Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles” – Mateus 18:20). A Igreja também é a noiva de Cristo, e Ele é o principal interessado em guardar a honra e a dignidade de sua noiva.

Do Espírito Santo, a Igreja é Templo, Santuário construído por pedras vivas que somos nós (1 Pedro 2:4). Portanto, ao lidarmos com a Igreja, deveríamos, com temor, nos lembrar das palavras de Paulo: “Se alguém destruir o santuário de Deus, Deus o destruirá; porque o santuário de Deus, que sois vós, é sagrado” (1 Coríntios 3:17).

Poderia dedicar esses espaço para falar muitas outras coisas sobre a Igreja. Contudo, o que vimos já é suficiente para me fazer enxergar que, mesmo diante de decepções e frustrações em relação às igrejas-instituições, e ainda que eu encontre problemas no meio da  verdadeira Igreja (família de Deus), ainda assim ela é a coisa mais preciosa que eu poderia encontrar sobre a Terra, e por ela vale a pena gastar e se deixar gastar (I Coríntios 12:15). Por causa dos filhos de Deus, vale a pena suportar tudo (II Timóteo 2:10), pois um dia, o Senhor Jesus receberá sua noiva gloriosa”.

Até aqui foi colocado diante de nossos olhos o que as Escrituras nos apresentam sobre a Igreja e o propósito eterno de Deus. Contudo, se tudo isso não tiver aplicação prática, toda informação será inútil. No post de amanhã, o último post desta série, trataremos um pouco da aplicação prática de tudo o que foi exposto até aqui.

Em Cristo,

Anderson Paz

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jun 6 2011

Afinal, a vida tem algum propósito? – Parte 6

Afinal, a vida tem algum propósito? – Parte 5

Como vimos nos posts anteriores, Deus tem o propósito de ter uma família de muitos filhos semelhantes a Jesus. E se existe uma palavra capaz de resumir esse propósito, com certeza essa palavra é Igreja. Talvez você se surpreenda com essa afirmação, mas reafirmo que Igreja é a palavra mais adequada para resumir o propósito de Deus. E te convido a continuar acompanhando o desenvolvimento desse tema.

Como já foi dito anteriormente, Paulo nos diz que Deus quer reunir todas as coisas sob a autoridade de Cristo (Ef. 1:9,10). E, ao final do mesmo capítulo em Efésios, Paulo nos diz: “Deus colocou todas as coisas debaixo de seus pés e o designou como cabeça de todas as coisas para a igreja, que é o seu corpo, a plenitude daquele que enche todas as coisas, em toda e qualquer circunstância” (Ef. 1:22,23).

O Pai estabeleceu Jesus como cabeça sobre todas as coisas, e fez da Igreja o Seu corpo. O que isso quer dizer? Quer dizer que a Igreja é a parcela da humanidade que se rendeu a Jesus, que foi reunida sob a autoridade de Cristo, o cabeça, deixando o estado de independência e rebelião contra Deus. Ela é a comunidade daqueles que, por meio de Cristo, se tornaram filhos de Deus. É o propósito de Deus resgatado e no caminho de sua completa realização. É a humanidade redimida, regenerada, que descobre o que é ser humano de verdade, pois a verdadeira humanidade consiste em expressar a imagem do Criador. A Igreja é a concretização do que Deus queria com a humanidade desde o princípio.

A Igreja não é apenas a humanidade reconciliada com Deus, mas também é formada na reconciliação entre os homens. É por isso que Paulo diz aos Efésios: “Mas agora em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, já pelo sangue de Cristo chegastes perto. Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um; e, derrubando a parede de separação que estava no meio, Na sua carne desfez a inimizade, … para criar em si mesmo dos dois um novo homem,… e pela cruz reconciliar ambos com Deus em um corpo, matando com ela as inimizades” (Ef. 2:13-16).

Considero muito interessante e oportuno transcrever aqui um trecho do livro Projeto do Eterno, de Jorge Himitian, no qual o autor faz uma descrição sobre a Igreja:

“Em um mundo dividido, onde reina o individualismo, a injustiça, o egoísmo, a competição e as guerras, a Igreja é a parte da humanidade que, em Cristo, se reencontrou com Deus para se tornar um com Ele – é a humanidade reconciliada. A Igreja, em sua natureza essencial, é perdão, paz, reconciliação, serviço e amor. A Igreja é comunidade, família e unidade. É o ósculo santo, o abraço fraterno, o pão compartilhado, a comunhão de bens e o afeto entranhável. É o fim da solidão, do individualismo, das divisões e das guerras. A Igreja é o “shalom” (paz) de Deus instalado entre os homens para manifestar ao mundo o maior de todos os milagres: a unidade”.

Continuremos a nos aprofundar sobre o tema Igreja no post de amanhã.

Em Cristo,

Anderson Paz

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jun 3 2011

Afinal, a vida tem algum propósito? – Parte 5

Afinal, a vida tem algum propósito? – parte 4

Reconhecer Jesus como Senhor não é algo que se expressa apenas por palavras. Quem tem Jesus como Senhor demonstra isso através da obediência aos seus mandamentos. É por isso que Jesus diz: “Nem todo aquele que me diz: ‘Senhor, Senhor’, entrará no Reino dos céus, mas apenas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus” (Mt. 7:21). E: “Por que vocês me chamam ‘Senhor, Senhor’ e não fazem o que eu digo?” (Lc. 6:46).

Uma vez rendidos ao Senhorio de Jesus, somos inseridos no propósito de Deus. Mas, que propósito é esse? O que Deus quer de nós? Em Romanos 8:28,29, Paulo nos diz:

“Sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam, dos que foram chamados de acordo com o seu propósito. Pois aqueles que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos”.

À luz do texto acima, e de muitos outros do Novo Testamento, vemos que o propósito de Deus é a formação de uma família (onde Jesus é o primogênito), de muitos filhos, semelhantes a Jesus.

Do meio da raça humana, Deus levantou uma nova raça através do novo nascimento. Todo aquele que recebe a Jesus como Senhor se torna filho de Deus: “aos que o receberam, aos que creram em seu nome, deu-lhes o direito de se tornarem filhos de Deus” (Jo. 1:12). E aquele que é filho de Deus passa a fazer parte de Sua família: “Assim, pois, não sois mais estrangeiros, nem forasteiros, antes sois concidadãos dos santos e membros da família de Deus”(Ef. 2:19). Como filhos de Deus, somos chamados não apenas a amá-lo, mas a amar também todo aquele que dele é nascido (I Jo. 5:1), amar uns aos outros como Cristo nos amou (Jo. 13:34), dando a vida em favor dos nossos irmãos (I Jo. 3:16).

Além disso, juntos perseguimos o alvo de sermos semelhantes a Jesus. Afinal, “aquele que afirma que permanece nele, deve andar como ele andou” (I Jo. 2:6). Isso não é algo opcional na vida de um cristão. A busca por ser semelhante a Jesus é o conteúdo da palavra cristão. Como cristãos nosso alvo é vivermos como Cristo. Jesus afirmou que devemos aprender dEle, que é mando e humilde de coração (Mt. 11:29). Além disso, Ele nos mandou amar uns aos outros como Ele nos amou (Jo. 13:34), a servirmos como Ele serviu (Jo. 13:14). Paulo nos diz que fomos escolhidos para sermos santos e irrepreensíveis (Ef. 1:4), e Pedro nos ensina que, assim como é santo Aquele que nos chamou, nós também devemos ser santos em todo o nosso procedimento (I Pe. 1:15,16).

Uma vez que nos rendemos ao Senhor Jesus, perseguimos esse alvo: sermos uma família de muitos filhos semelhantes a Jesus, para o louvor da glória do Pai.

Continuaremos a tratar desse tema no próximo post.

Em Cristo,

Anderson Paz

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jun 2 2011

Afinal, a vida tem algum propósito? – Parte 4

Afinal, a vida tem algum propósito – Parte 3

Jesus veio buscar e salvar o que se havia perdido. De fato, Ele é o salvador do mundo! Debaixo dos céus não há nenhum outro Nome pelo qual possamos ser salvos (At. 4:12). Mas, como se opera a salvação? Como somos salvos? Paulo responde a essa pergunta em Romanos 10:9: “Se, com tua boca, confessares Jesus como Senhor e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo” (RA).

Somos salvos quando reconhecemos Jesus como Senhor, o dono absoluto, a autoridade suprema sobre nossas vidas. Como foi dito no post anterior, a palavra “Senhor” não é um mero pronome de tratamento, um sinal de respeito, como usamos nos dias de hoje. “Senhor” é tradução do termo Kyrios, palavra usada para designar o dono ou proprietário de alguém. Assim, o Kyrios (Senhor) Jesus tem sob sua propriedade seus doulos (servos ou escravos), que somos nós. Portanto, somos salvos ao nos rendermos ao Senhorio de Cristo.

Paulo declara que Jesus recebeu um nome que está sobre todo nome, para que a Seu nome  se dobre todo o joelho e toda a língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor (Fp. 2:6-11). Esse ensino de Paulo reflete a declaração do próprio Senhor Jesus em Mateus 28:18-20. Antes de ser elevado aos céus, Jesus afirmou que recebeu do Pai todo poder nos céus e na terra e, logo depois, ordena aos seus discípulos: “Portanto”, ou seja, por ter recebido todo o poder, “ide, fazei discípulos de todas as nações” (Mt. 28:18-20). Discípulos de Jesus são aqueles que O reconhecem como autoridade suprema. Com o mandamento de fazer discípulos, Jesus está dizendo que Ele é o Senhor de todas as coisas, e que todos os homens precisam saber disso e se render à Sua autoridade. É por isso que os apóstolos pregavam: “Este Jesus, a quem vocês crucificaram, Deus o fez Senhor e Cristo” (At. 2:36).

Em Lucas 14:31,32, Jesus diz o seguinte: “qual é o rei que, pretendendo sair à guerra contra outro rei, primeiro não se assenta e pensa se com dez mil homens é capaz de enfrentar aquele que vem contra ele com vinte mil? Se não for capaz, enviará uma delegação, enquanto o outro ainda está longe, e pedirá um acordo de paz”. E Ele conclui seu discurso dizendo: “Da mesma forma, qualquer de vocês que não renunciar a tudo o que possui não pode ser meu discípulo” (Lc. 14:33). Jesus é o Rei todo-poderoso, vitorioso, invencível! Nem mesmo a morte pôde detê-lo! E a condição para estarmos em paz com Ele, para nos reconciliarmos com Deus, é através da renúncia ao nosso reininho individual, o reino da nossa vontade. Precisamos de uma rendição plena, completa e incondicional ao seu Senhorio.

Continuaremos tratando desse tema no próximo post.

Em Cristo,

Anderson Paz

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