out 27 2011

Há uma condição…

“Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo” (Ap. 3:20).

O texto acima é conhecido por muitos, mas nem todos percebem que essas palavras de Jesus não são dirigidas a um incrédulo, mas a uma igreja, a igreja em Laodicéia. É importante lembrar dessa obervação. Mas, além disso, gostaria de chamar sua atenção para outro fato, que também precisa ser lembrado: Jesus está a porta e bate, mas há distintas formas de recebê-lo, há diferentes formas de abrir essa porta. Ou seja, cada pessoa que abre a porta para receber Jesus pode fazer isso com diferentes intenções.

Costumo dizer que há quem queira receber Jesus apenas para tomar um café, para um almoço ou para um jantar. Para tal pessoa, Jesus seria uma companhia agradável, alguém bom para conversar, que oferece esperança, consolo, paz etc.. E nada mais. Não teria uma influência maior sobre a vida dessa pessoa.

Há quem queira receber Jesus como hóspede. Nesse caso, Jesus causaria certa mudança no dia-a-dia dessa pessoa. A presença de um hóspede pode mudar a rotina de uma casa, causar alterações no comportamento dos moradores, implicar em custos financeiros etc.. Neste caso, Jesus não faria mais do que formar uma nova agenda e mudar de certos hábitos.

Por fim, há quem receba Jesus não para um café, e nem como um hóspede, mas como o dono da casa, o Senhor. Neste caso, tal pessoa entrega a Jesus as chaves e a escritura da casa e assim, deixa de ser dono, e passa a ser servo. Passa estar à completa disposição do novo Dono, o Senhor Jesus. Isso é muito mais do que uma mudança de rotina, ou a alterações de certos hábitos. Isso implica em uma mudança total de direção: uma conversão.

Contudo, antes de abrir a porta é preciso que uma coisa fique clara: Jesus só entra para ser Senhor. É para isso que Ele bate à porta. Foi para isso que Ele morreu e ressuscitou: “Porque foi para isto que morreu Cristo, e ressurgiu, e tornou a viver, para ser Senhor, tanto dos mortos, como dos vivos” (Rm. 14:9).

Jesus só entra para ser Senhor. E nós, como servos, estamos à disposição dEle para tudo o que for necessário na reforma que Ele começou a operar em nós, pois “aquele que começou boa obra em vocês, vai completá-la” (Fp. 1:6).

Estejamos completamente entregues ao nosso Senhor, e assim Ele seguirá com sua obra em nós.

Em Cristo,

Anderson Paz


mai 6 2011

Que condição Deus estabeleceu para a salvação?

Autor: Jorge Himitian
Fonte: El señorio de Jesúcristo**

Por muitos anos pregamos e insistimos que a condição para ser salvo era aceitar a Jesus como Salvador pessoal. De fato, Cristo é o único salvador; a Bíblia diz isso com clareza. Sem Jesus não há salvação (Atos 4:12). Mas esse não é o problema. A questão é: segundo a Bíblia, o que Deus requer do pecador para salvá-lo?

Parece assombroso, mas não encontramos nenhum texto do Novo Testamento que afirma que Jesus nos salva por recebê-lo como nosso Salvador. Em Rm. 10:8–9, o apóstolo Paulo declara: “isto é, a palavra da fé que pregamos. Se, com a tua boca, confessares Jesus como Senhor e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo”.

Um estudo cuidadoso do Novo Testamento revela que a CONDIÇÃO para ser salvo é reconhecer a Jesus Cristo como o “KYRIOS.” A tradução em português desta palavra grega é SENHOR.

No dia de Pentecostes, o apóstolo Pedro conclui sua pregação com estas palavras: “a este Jesus, que vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Cristo” (At. 2:36).

Paulo respondeu ao carcereiro de Filipos, quando este lhe perguntou: “o que devo fazer para que seja salvo?” com a exortação: “Crê no Kyrios Jesus e serás salvo, tu e tua casa” (At. 16:30–31).

Em 2 Cor 4:5, diz o apóstolo: “Pregamos… a Cristo Jesus como Kyrios (Senhor)”. Em I Cor 1:2, afirma que a igreja inclui “todos os que em todo lugar invocam o nome de nosso Kyrios Jesus Cristo, Senhor deles e nosso””.

O termo Kyrios, com referência a Jesus, é mencionado no Novo Testamento mais de 600 veces. O termo SALVADOR, com referencia a Jesus, é mencionado só 16 veces.

                   KYRIOS  SALVADOR
Nos Evangelhos       130      2
Em Atos              170      2
Epístolas de Paulo   260      6
Resto do N.Test.      50      6     
TOTAL                610     16

Se trata apenas de uma questão de terminologia? ¡Definitivamente não! É um assunto fundamental que envolve a teologia da salvação, e requer série consideração.

Os apóstolos nunca mutilaram o evangelho apresentando a Jesus só como Salvador. A proclamação apostólica afirma: Jesus Cristo é o  Filho de Deus que morreu, ressuscitou e é o Senhor.

Para ser salvo, o pecador tem que crer em Cristo e confessá-lo como seu SENHOR com todas as implicações. Aceitar a Jesus só como um Salvador pessoal, é uma tentativa de receber perdão, salvação, paz, felicidade e vida eterna sem submeter-se efetivamente à autoridade de Jesus. Mas essa possibilidade no existe no Novo Testamento. Jesus me salva e me dá todos os benefícios da salvação quando dobro meus joelhos diante dele, confessando-o como Senhor. Isso implica no fim de minha rebelião e na aceitação de seu governo sobre minha  vida. É uma entrega completa de minha vida, que inclui tudo o que sou e o que tenho: minha família, minha casa, meus bens, meu dinheiro, meu tempo, meus planos, meu tudo, absolutamente tudo.

Aceitar a Jesus como Senhor significa reconhecê-lo como Amo, Dono, Mestre e suprema autoridade sobre minha vida. Para que Jesus seja meu Salvador devo reconhecê-lo como meu Senhor. Este é o ponto central do Evangelho do Reino de Deus.

(**) – Texto apresentado por Jorge Himitian em Conferência da Apostolic International Fellowship

abr 12 2011

Caminho para a alegria



Ao ler as Escrituras posso ter convicção de que Deus quer me fazer feliz, Ele quer me ver alegre. Essa certeza decorre da leitura das muitas bem-aventuranças mencionadas ao longo da Bíblia, bem como também de afirmações claras como a de que a alegria é fruto do Espírito (Gl. 5:22), devemos servir a Deus com alegria (Sl. 100:2), alegrar-se sempre no Senhor é um mandamento (Fp. 4:4), e que podemos pedir alegria a Deus (Sl. 51:12). Com isso não estou afirmando que o objetivo principal de Deus é alegrar o homem, pois a Bíblia é clara ao dizer que o Senhor faz tudo para o louvor da Sua própria glória. Mas, Deus quer nos fazer felizes e alegres NEle, pois isso resulta em glória ao Seu Nome. O salmista já havia percebido isso quando orou: “Satisfaze-nos pela manhã com o teu amor leal, e todos os nossos dias cantaremos felizes” (Sl. 90:14).

Talvez pareça estranho o mandamento “Alegrai-vos”. A alegria é simples de ser produzida? Ora, o mandamento parece estranho se não compreendermos que ele traz consigo alguns passos práticos a serem tomados. Há um caminho para a alegria. Um exemplo, entre outros, de passo prático no caminho para a alegria está em João 16:24 – “Até agora vocês não pediram nada em meu nome. Peçam e receberão, para que a alegria de vocês seja completa”. Sem sombra de dúvida, Jesus quer nos alegrar por meio das respostas às nossas orações. E quer que nossa alegria seja completa, plena. Contudo, o Senhor também deixa claro que respostas às nossas orações exigem perseverança, pois Ele mesmo nos ensina sobre o dever de orar sempre, sem jamais esmorecer (Lc. 18:1-8), e também nos diz: “Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á” (Lc. 11:9).

Uma das razões de não experimentarmos a alegria que Deus tem para nós, está no fato de não darmos os passos necessários no caminho para a alegria. Muitas vezes esses passos exigirão de nós esforço, empenho, dedicação, perseverança. Contudo, sempre é bom lembrar que “aqueles que semeiam com lágrimas, com cantos de alegria colherão”. (Sl. 126:5)

Em Cristo,

Anderson Paz

*Texto originalmente escrito para o blog Conexão Eclésia.

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abr 9 2011

Quando Deus é o Rei (1)

9º post da série Reino de Deus

Uma pessoa reconhece Deus como o Rei de sua vida quando faz a vontade desse Rei, pois está é a conclusão clara e lógica da oração de Jesus quando diz “Venha o teu reino, seja feita a tua vontade” (Mt. 6:10). Contudo, neste post não será abordado esse aspecto da vida daqueles que têm Deus como Rei, tendo em vista que já foi no primeiro post desta série.

Quero abordar aqui uma das razões de Israel para pedir um rei. Em determinado momento de sua história, o povo de Israel pediu ao sacerdote Samuel que um rei governasse sobre eles. O povo disse: ” … haverá sobre nós um rei. E nós também seremos como todas as outras nações; e o nosso rei nos julgará, e sairá adiante de nós, e fará as nossas guerras” (I Sm. 8:19,20).

Um rei para ir adiante do povo, para conduzi-lo em suas guerras. Um dos papéis dos reis era conduzir o seu povo nas batalhas. E ter Deus como Rei também implica em deixar que Deus guerreie nossas guerras, nos conduza em nossas batalhas. Afinal, foi isso que Moisés disse a Israel: “Não tenham medo. Fiquem firmes e vejam o livramento que o Senhor lhes trará hoje … O Senhor lutará por vocês; tão-somente acalmem-se” (Êx. 14:13,14). E é por isso que o Senhor disse ao Seu povo: “No arrependimento e no descanso está a salvação de vocês, na quietude e na confiança está o seu vigor” (Is. 30:15).

Ser cristão é viver em guerra. Temos batalhas diárias. E nossos inimigos não são as pessoas. Lutamos contra nossa própria carne, contra o diabo e contra o sistema chamado mundo. Mas se temos Deus como rei, em nossas guerras quem vai adiante de nós é o próprio Senhor. É Ele quem comanda cada batalha. Por isso, é impossível vencer as batalhas utilizando meios que não são os dEle, usando armas e estratégias que não são as dEle. A nós só nos cabe usar os meios que Ele estabeleceu, e é o próprio Deus quem nos dá a vitória.

Portanto, ao dizer que Deus é o nosso Rei, que nossas mentes e corações se voltem à Palavra desse Rei, numa atitude de completa dependência, para nela descobrirmos os meios de sermos vitoriosos na guerra, e não estarmos entregues às perigosas e desastrosas opiniões humanas.

Em Cristo,

Anderson Paz

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mar 28 2011

Temor a homens x Temor a Deus

Fonte: iprodigo.com


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